Ecogestão
O século XXI tem sido considerado o ponto culminante, do ponto de vista de historicidade, quanto a questão ambiental. A questão ambiental deriva do século XIX, e se apresenta com mais intensidade no século XX, tempo em que o meio científico tem conclamado a humanidade a rever seus hábitos, necessidades e especulações. Pode-se dizer que o se o século XX foi o da tecnologia (tecnozóico) o século XXI será o da ecologia (ecozóico).
Paralelamente, surgem discussões em torno da sustentabilidade, como exigência neste novo tempo, no sentido de garantir a sobrevivência, não apenas econômica, mas também planetária. O gestor, nesta perspectiva, não será apenas um administrador de recursos em busca de melhores resultados econômicos, mas um ser humano atento às necessidades do planeta que é infinitamente superior ao mercado. Surge a figura do eco-gestor, responsável por uma necessária mudança histórica em torno do comportamento econômico da humanidade. Esta nova demanda é decorrente de um processo histórico em que priorizou-se a exploração de recursos e fontes de energia, dispensando-se pouco tempo e atenção para questões relativas ao cuidado com a vida.
Assim, é possível afirmar que as gerações pós-revolução industrial são indiscutivelmente as grandes responsáveis pela tragédia que aflora nos tempos atuais. Numa análise histórica, podemos dizer que os nobres medievais dispunham de menos conforto que o mais miserável dos contemporâneos, o que flagra a mudança radical, não apenas de hábitos, mas também da acessibilidade aos ditos bens de consumo. Emerge um novo paradigma, sustentado por um consenso liberal de que todos têm o direito ao acesso a bens que garantam não apenas sobrevivência biológica, mas social.
Deste paradigma surge o sentimento de onipotência gerado pela “racionalização” das relações homem x natureza, fazendo-os verdadeiros rivais. Esta postura “biocida” estabeleceu uma realidade caótica, de resultados alarmantes, a ponto de estabelecer, em poucas décadas, a perspectiva de sobrevida do planeta.
A relação de dominante e dominado, estabelecida entre homem e natureza, se deu através de meios de exploração em relação aos recursos naturais, fontes de energia, etc. Ocorre que esta postura pela sobrevivência econômica e social pôs em risco a mais elementar e fundamental das sobrevivências: a biológica. Visto de forma mais complexa o grande desafio é a sobrevivência planetária.
O gestor, desta forma, há que se voltar não apenas para os interesses e apelo do mercado, mas para a perspectiva de modificá-lo para que esta sobrevivência ocorra com dignidade. Trata-se de uma atitude ética, cooperativa,compassiva, em que, cada qual, se perceba co-responsável pelo planeta que se deixará para quem está por vir.
Por AE, Agencia Estado, Atualizado: 18/12/2009 8:00
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Em biologia, sobretudo na ecologia e ambientologia, meio ambiente é o conjunto de todos os factores que afetam diretamente o metabolismo ou o comportamento dos seres vivos que habitam no mesmo ambiente, que é chamado de biótopo. Esses factores incluem a luz, o ar, a água, o solo (chamados factores abióticos) e os próprios seres vivos, nas suas relações ecológicas (factores bióticos).
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Impactos ambientais
é todo efeito no meio ambiente causado pelas alterações e/ou atividades do ser humano.
Conforme o tipo de intervenção, modificações produzidas e eventos posteriores, pode-se avaliar qualitativa e quantitativamente o impacto, classificando-o de caráter "positivo" ou "negativo", ecológico, social e/ou econômico.
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Mudanças climáticas
efeito estufa e aquecimento global → derretimento dos pólos → inundações
refere-se à variação do clima em escala global ou dos climas regionais da Terra ao longo do
tempo. Estas variações dizem respeito a mudanças de temperatura, precipitação, nebulosidade e outros fenômenos climáticos em relação às médias históricas. Tais variações podem alteram as características climáticas da terra.
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Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.
Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.
A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.
Para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista 4 requisitos básicos. Esse empreendimento tem de ser:
*ecologicamente correcto;
*economicamente viável;
*socialmente justo; e
*culturalmente aceito.
Um exemplo real de comunidades humanas que praticam a sustentabilidade em todos níveis são as ecovilas.
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24 janeiro 2010
CONCEITOS DA ECOGESTÃO (1)
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CONCEITOS DA ECOGESTÃO (3)
A URBANIZAÇÃO MODERNA
Texto retirado da internet: juliobattisti-tutoriais
Resumo: neste tutorial será mostrado como a urbanização aumentou em escala global nos anos recentes, e como ela tem afetado principalmente as grandes cidades, trazendo melhorias, mas também, problemas.
URBANIZAÇÃO: FENÔMENO RECENTE
Apesar de o processo de urbanização ter se iniciado com a Revolução Industrial, foi até meados do século XX um fenômeno relativamente lento e circunscrito.
Após a Segunda Guerra Mundial, esse fenômeno foi concluído nos países desenvolvidos e iniciado de maneira avassaladora em muitos países subdesenvolvidos, na maioria dos países latino-americanos e em muitos países asiáticos. O continente africano até hoje é muito pouco urbanizado.
Segundo dados do Relatório do desenvolvimento humano 1995, publicado pela ONU, a população que vive em cidades antigas atingiu 34% do total em 1960, 44% em 1992.
O que se percebe é que todos os países desenvolvidos, bem como alguns países de industrialização recente, apresentam taxas altas de urbanização. Com exceção da China e da Índia, com as maiores populações do planeta e de industrialização recente, todos os países industrializados são urbanizados. Há países que apresentam índices muitos baixos de industrialização e outros que praticamente não dispõem de um parque industrial, e mesmo assim, são fortemente urbanizados.
Conclui-se que há dois conjuntos básicos de fatores que condicionam a urbanização: os atrativos, que atraem populações para cidades; e os repulsivos que as repelem do campo.
Urbanização em países desenvolvidos.
Os fatores atrativos da urbanização, em países desenvolvidos, estão ligados basicamente ao processo de industrialização, as transformações provocadas nas cidades pela industria.
Nesses países, além das transformações urbanas, houve, como conseqüência da Revolução Industrial, também uma Revolução Agrícola, ou seja, uma modernização da agropecuária que , ao longo da história, foi possibilitando a transferência de pessoa do campo para a cidade.
A urbanização que ocorreu nos países desenvolvidos foi gradativa. As cidades foram se estruturando lentamente para absorver os migrantes, havendo melhorias na infra-estrutura urbana e aumento da geração de empregos. Assim os problemas urbanos não se multiplicaram tanto como nos países subdesenvolvidos.
Urbanização em países subdesenvolvidos.
Já os fatores são típicos de países subdesenvolvidos. Estão ligadas as péssimas condições de vida existentes na zona rural, em função da estrutura fundiária bastante concentrada, dos baixos salários, da falta de apoio aos pequenos agricultores bastante. Assim, há uma grande transferência de população ara as cidades, para as grandes metrópoles, criando uma serie de problemas urbanos. Tais problemas são resultados de um fenômeno urbano característico de muitos países subdesenvolvidos: a macrocefalia urbana.
A macrocefalia deve ser entendida como o resultado da grande concentração das atividades econômicas, principalmente dos serviços, e, portanto, da população, em algumas cidades, que acabam se tornando muito grandes relativamente. Embora esse fenômeno ocorra também em países desenvolvidos, ele assume proporções maiores nos subdesenvolvidos.
O crescimento rápido de algumas cidades, que acabam culminando no fenômeno da metropolização, é resultado da incapacidade de criação de empregos, o que força o deslocamento de milhões de pessoas para as cidades que polarizam a economia de cada país. Acrescente-se a isso o fato de esses países, apresentarem altas taxas de natalidade e, portanto, alto crescimento demográfico, e está formado o quadro que explica o rápido crescimento das metrópoles no mundo subdesenvolvido.
Mesmo o centro dinâmico dos países subdesenvolvidos não tem capacidade de absorver tamanha quantidade de migrantes, e logo começa a aumentar o numero de pessoas desempregadas.
Proliferam cada vez mais as submoradias: favelas, cortiços, pessoas abrigadas debaixo de pontes e viadutos, quando não vivendo ao relento. Essa é a face mais visível do crescimento desordenado das cidades.
Favela de Paraisopolis, em São Paulo. Esta é uma das conseqüências da rápida urbanização em países subdesenvolvidos.
Cria-se, assim, um meio social extremamente favorável a proliferação de outros problemas: a violência urbana, roubos, assaltos, seqüestros, assassinatos, atingem milhares de pessoas todo o ano fazendo muitas vitimas fatais. É por essas razões que o estresse é o “mal do século”, atingindo principalmente os habitantes das grandes metrópoles.
Rede Urbana
A rede urbana é formada pelo sistema de cidades, interligadas umas as outras através dos sistemas de transportes e de comunicações.
Obviamente, as redes urbanas dos países desenvolvidos são mais densas e articulados, pois tais países apresentam alto nível de industrialização e de urbanização, economias diversificadas e dinâmicas, vigoroso mercado interno e alta capacidade de consumo. Quanto mais complexa a economia de um país ou de uma região, maior é a sua taxa de urbanização e a quantidade de cidades, mais densa é a sua rede urbana e, portanto, maiores são os fluxos que as interligam.
Assim, as redes de cidades mais densas e articuladas surgem justamente naquelas regiões do planeta onde estão as megalópoles.
Hierarquia Urbana
Muitos autores passaram a utilizar o conceito de rede urbana para se referir a crescente articulação existente entre as cidades, como resultado da expansão do processo de industrialização ou urbanização. Na tentativa de apreender as relações travadas entre as cidades no interior de uma rede, a noção de hierarquia urbana também passou a ser utilizada.
Logo, a metrópole seria o nível Maximo de poder e influencia econômica e a vila, o nível mais baixo, e sofreria influencia de todas as outras.
Atualmente, já é possível falar da existência de uma nova hierarquia urbana, dentro da qual a relação da vila ou da cidade local pode ser travada com o centro regional ou, em certos níveis, mesmo diretamente com a metrópole nacional.
Da cidade de Sorocaba que fica a aproximadamente 100 quilômetros de São Paulo, e deslocar-se periodicamente a metrópole paulista para as compras, ou para o lazer, ou mesmo para trabalhar e, dessa forma deslocar-se cotidianamente.
Se a pessoa vive, por exemplo, numa chácara a quilômetros da grande cidade, mas tem a sua disposição telefone, computador, modem, fax, antena parabólica e um bom automóvel, ela está mais integrada do que a pessoa que mora dentro da cidade, por exemplo, num cortiço ou numa favela, e não tem acesso a todos esses modernos e bens serviços. Percebe-se, portanto, que o que define a integração ou não das pessoas a moderna sociedade capitalista é a maior ou menor disponibilidade de renda, e não mais as distancias que as separam dos lugares.
Essa relativização das distâncias, que tem repercussões da rede urbana, também pode ser verificada nas relações capitalistas de reprodução. Por exemplo, a agroindústria de suco de laranja ou de açúcar e álcool do interior do estado de São Paulo. Essas industrias estão localizadas na zona rural e, no entanto, a mão-de-obra que utilizam, os bóias-frias, vive nas cidades. Além disso, elas dispõem de grandes volumes de capital e produzem para o país interior e para o exterior.
Nos países desenvolvidos, e mesmo nas regiões industrializadas dos países subdesenvolvidos, é cada vez mais comum a descentralização das industrias, instaladas na zona rural, nos eixos de moderna rodovias e ferrovias.
A expansão do capital vai envolvendo todas as atividades no processo de modernização. Tudo acaba sendo integrado economicamente e geograficamente na lógica do lucro, na lógica da reprodução do capital.
Texto retirado da internet: juliobattisti-tutoriais
Resumo: neste tutorial será mostrado como a urbanização aumentou em escala global nos anos recentes, e como ela tem afetado principalmente as grandes cidades, trazendo melhorias, mas também, problemas.
URBANIZAÇÃO: FENÔMENO RECENTE
Apesar de o processo de urbanização ter se iniciado com a Revolução Industrial, foi até meados do século XX um fenômeno relativamente lento e circunscrito.
Após a Segunda Guerra Mundial, esse fenômeno foi concluído nos países desenvolvidos e iniciado de maneira avassaladora em muitos países subdesenvolvidos, na maioria dos países latino-americanos e em muitos países asiáticos. O continente africano até hoje é muito pouco urbanizado.
Segundo dados do Relatório do desenvolvimento humano 1995, publicado pela ONU, a população que vive em cidades antigas atingiu 34% do total em 1960, 44% em 1992.
O que se percebe é que todos os países desenvolvidos, bem como alguns países de industrialização recente, apresentam taxas altas de urbanização. Com exceção da China e da Índia, com as maiores populações do planeta e de industrialização recente, todos os países industrializados são urbanizados. Há países que apresentam índices muitos baixos de industrialização e outros que praticamente não dispõem de um parque industrial, e mesmo assim, são fortemente urbanizados.
Conclui-se que há dois conjuntos básicos de fatores que condicionam a urbanização: os atrativos, que atraem populações para cidades; e os repulsivos que as repelem do campo.
Urbanização em países desenvolvidos.
Os fatores atrativos da urbanização, em países desenvolvidos, estão ligados basicamente ao processo de industrialização, as transformações provocadas nas cidades pela industria.
Nesses países, além das transformações urbanas, houve, como conseqüência da Revolução Industrial, também uma Revolução Agrícola, ou seja, uma modernização da agropecuária que , ao longo da história, foi possibilitando a transferência de pessoa do campo para a cidade.
A urbanização que ocorreu nos países desenvolvidos foi gradativa. As cidades foram se estruturando lentamente para absorver os migrantes, havendo melhorias na infra-estrutura urbana e aumento da geração de empregos. Assim os problemas urbanos não se multiplicaram tanto como nos países subdesenvolvidos.
Urbanização em países subdesenvolvidos.
Já os fatores são típicos de países subdesenvolvidos. Estão ligadas as péssimas condições de vida existentes na zona rural, em função da estrutura fundiária bastante concentrada, dos baixos salários, da falta de apoio aos pequenos agricultores bastante. Assim, há uma grande transferência de população ara as cidades, para as grandes metrópoles, criando uma serie de problemas urbanos. Tais problemas são resultados de um fenômeno urbano característico de muitos países subdesenvolvidos: a macrocefalia urbana.
A macrocefalia deve ser entendida como o resultado da grande concentração das atividades econômicas, principalmente dos serviços, e, portanto, da população, em algumas cidades, que acabam se tornando muito grandes relativamente. Embora esse fenômeno ocorra também em países desenvolvidos, ele assume proporções maiores nos subdesenvolvidos.
O crescimento rápido de algumas cidades, que acabam culminando no fenômeno da metropolização, é resultado da incapacidade de criação de empregos, o que força o deslocamento de milhões de pessoas para as cidades que polarizam a economia de cada país. Acrescente-se a isso o fato de esses países, apresentarem altas taxas de natalidade e, portanto, alto crescimento demográfico, e está formado o quadro que explica o rápido crescimento das metrópoles no mundo subdesenvolvido.
Mesmo o centro dinâmico dos países subdesenvolvidos não tem capacidade de absorver tamanha quantidade de migrantes, e logo começa a aumentar o numero de pessoas desempregadas.
Proliferam cada vez mais as submoradias: favelas, cortiços, pessoas abrigadas debaixo de pontes e viadutos, quando não vivendo ao relento. Essa é a face mais visível do crescimento desordenado das cidades.
Favela de Paraisopolis, em São Paulo. Esta é uma das conseqüências da rápida urbanização em países subdesenvolvidos.Cria-se, assim, um meio social extremamente favorável a proliferação de outros problemas: a violência urbana, roubos, assaltos, seqüestros, assassinatos, atingem milhares de pessoas todo o ano fazendo muitas vitimas fatais. É por essas razões que o estresse é o “mal do século”, atingindo principalmente os habitantes das grandes metrópoles.
Rede Urbana
A rede urbana é formada pelo sistema de cidades, interligadas umas as outras através dos sistemas de transportes e de comunicações.
Obviamente, as redes urbanas dos países desenvolvidos são mais densas e articulados, pois tais países apresentam alto nível de industrialização e de urbanização, economias diversificadas e dinâmicas, vigoroso mercado interno e alta capacidade de consumo. Quanto mais complexa a economia de um país ou de uma região, maior é a sua taxa de urbanização e a quantidade de cidades, mais densa é a sua rede urbana e, portanto, maiores são os fluxos que as interligam.
Assim, as redes de cidades mais densas e articuladas surgem justamente naquelas regiões do planeta onde estão as megalópoles.
Hierarquia Urbana
Muitos autores passaram a utilizar o conceito de rede urbana para se referir a crescente articulação existente entre as cidades, como resultado da expansão do processo de industrialização ou urbanização. Na tentativa de apreender as relações travadas entre as cidades no interior de uma rede, a noção de hierarquia urbana também passou a ser utilizada.
Logo, a metrópole seria o nível Maximo de poder e influencia econômica e a vila, o nível mais baixo, e sofreria influencia de todas as outras.
Atualmente, já é possível falar da existência de uma nova hierarquia urbana, dentro da qual a relação da vila ou da cidade local pode ser travada com o centro regional ou, em certos níveis, mesmo diretamente com a metrópole nacional.
Da cidade de Sorocaba que fica a aproximadamente 100 quilômetros de São Paulo, e deslocar-se periodicamente a metrópole paulista para as compras, ou para o lazer, ou mesmo para trabalhar e, dessa forma deslocar-se cotidianamente.
Se a pessoa vive, por exemplo, numa chácara a quilômetros da grande cidade, mas tem a sua disposição telefone, computador, modem, fax, antena parabólica e um bom automóvel, ela está mais integrada do que a pessoa que mora dentro da cidade, por exemplo, num cortiço ou numa favela, e não tem acesso a todos esses modernos e bens serviços. Percebe-se, portanto, que o que define a integração ou não das pessoas a moderna sociedade capitalista é a maior ou menor disponibilidade de renda, e não mais as distancias que as separam dos lugares.
Essa relativização das distâncias, que tem repercussões da rede urbana, também pode ser verificada nas relações capitalistas de reprodução. Por exemplo, a agroindústria de suco de laranja ou de açúcar e álcool do interior do estado de São Paulo. Essas industrias estão localizadas na zona rural e, no entanto, a mão-de-obra que utilizam, os bóias-frias, vive nas cidades. Além disso, elas dispõem de grandes volumes de capital e produzem para o país interior e para o exterior.
Nos países desenvolvidos, e mesmo nas regiões industrializadas dos países subdesenvolvidos, é cada vez mais comum a descentralização das industrias, instaladas na zona rural, nos eixos de moderna rodovias e ferrovias.
A expansão do capital vai envolvendo todas as atividades no processo de modernização. Tudo acaba sendo integrado economicamente e geograficamente na lógica do lucro, na lógica da reprodução do capital.
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23 janeiro 2010
O que é Permacultura?
Texto retirado do site: Permear
Permacultura é algo fácil de identificar com um monte de desejos pessoais profundos entre aquelas pessoas que sonham com paz, harmonia e abundância. Mas leva-se muito tempo para entender. Não se sinta desencorajado o leitor que está ansioso por conhecer a Permacultura ou aquele que julgava tê-la compreendido: os conceitos estão dados e são até bastante claros. A verdade é que as coisas mais importantes da vida exigem tempo e dedicação, tanto mais quando representam quebras de paradigmas.
Assumir para nossas vidas aquilo que é radicalmente novo não é tarefa fácil – no mais das vezes enfrentamos nossos próprios limites de compreensão e aceitação. Por isso, é preciso coragem, fé e determinação para tornar-se um permacultor. E tomar o tempo como aliado.
Nas palavras de Bill Mollison de que mais gosto, a Permacultura é “uma tentativa de se criar um Jardim do Éden”, bolando e organizando a vida de forma a que ela seja abundante para todos, sem prejuízo para o meio ambiente. Parece utópico, mas nós praticantes sabemos que é algo possível e para o qual existem princípios, métodos e estratégias bastante factíveis. Os exemplos estão aí, para quem quiser ver, nos cinco continentes e em mais de uma centena de países.

Conceitos
Os australianos Bill Mollison e David Holmgren, criadores da Permacultura, cunharam esta palavra nos anos 70 para referenciar “um sistema evolutivo integrado de espécies vegetais e animais perenes úteis ao homem”. Estavam buscando os princípios de uma Agricultura Permanente. Logo depois, o conceito evoluiu para “um sistema de planejamento para a criação de ambientes humanos sustentáveis” , como resultado de um salto na busca de uma Cultura Permanente, envolvendo aspectos éticos, socioeconômicos e ambientais.
Para tornar o conceito mais claro, pode-se acrescentar que a Permacultura oferece as ferramentas para o planejamento, a implantação e a manutenção de ecossistemas cultivados no campo e nas cidades, de modo a que eles tenham a diversidade, a estabilidade e a resistência dos ecossistemas naturais. Alimento saudável, habitação e energia devem ser providos de forma sustentável para criar culturas permanentes.
No centro da atividade do permacultor está o design, tomado como planejamento consciente para tornar possível, entre outras coisas, a utilização da terra sem desperdício ou poluição, a restauração de paisagens degradadas e o consumo mínimo de energia. Este processo, segundo André Soares, permacultor do Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado – IPEC, deve ser dinâmico, contínuo e orientado para a aplicação de padrões naturais, contendo sub-processos de organização de elementos dentro de determinados contextos.
No primeiro nível, a ação do permacultor volta-se principalmente para áreas agrícolas com o propósito de reverter situações dramáticas de degradação sócio-ambiental. “Culturas não sobrevivem muito tempo sem uma agricultura sustentável”, assegura Bill Mollison. No entanto, os sistemas permaculturais devem evoluir, com designs arrojados, para a construção de sociedades economicamente viáveis, socialmente justas, culturalmente sensíveis, dotadas de agroecossistemas que sejam produtivos e conservadores de recursos naturais.
Cooperação e solidariedade
A Permacultura exige uma mudança de atitude que consiste basicamente em fazer os seres humanos viver de forma integrada ao meio ambiente, alimentando os ciclos vitais da natureza. Como ciência ambiental, reconhece os próprios limites e por isso nasceu amparada por uma ética fundadora de ações comuns para o bem do sistema Terra.
Mollison e Holmgren buscaram princípios éticos universais surgidos no seio de sociedades indígenas e de tradições espirituais, que estão orientados na lógica básica do universo de cooperação e solidariedade. Não é possível praticar a Permacultura sem observá-los.
Primeiro, será preciso assumir a ética do cuidado com a Mãe-Terra para garantir a manutenção e a multiplicação dos sistemas vivos. Depois, o cuidado com as pessoas para a promoção da autoconfiança e da responsabilidade comunitária. E por fim, aprender a governar nossas próprias necessidades, impor limites ao consumo e repartir o excedente para facilitar o acesso de todos aos recursos necessários à sobrevivência, preservando-os para as gerações futuras.
Como parte dos sistemas vivos da Terra e tendo desenvolvido o potencial para desfazer a sustentabilidade do planeta, nós temos como missão criar agora uma sociedade de justiça, igualdade e fraternidade, a começar pelos marginalizados e excluídos, com relações mais benevolentes e sinergéticas com a natureza e de maior colaboração entre os vários povos, culturas e religiões.
Toda ética tem a ver com práticas que querem ser eficazes. “A ética da Permacultura serve bem para iluminar nossos esforços diários de trabalho com a natureza a partir de observações prolongadas e cuidadosas, com base nos saberes tradicionais e na ciência moderna, substituindo ações impensadas e imaturas por planejamento consciente”, assevera Bill Mollison. A chave é estabelecer relações harmoniosas entre as pessoas e os elementos da paisagem.
Design para a sustentabilidade
O trabalho do permacultor está baseado em princípios e métodos de design para orientar padrões naturais de crescimento e regeneração, em sistemas perenes, abundantes e auto-reguladores.
Earle Barnhart, permacultor de Massachussets (USA), escreveu que a regra cardinal do projeto da permacultura é maximizar as conexões funcionais. Isso quer dizer, combinar as qualidades de elementos da natureza e de elementos da criação humana para construir sistemas de armazenamento de energia. Não haveria nada de revolucionário nisso se as sociedades modernas agissem com base no bom senso.
Mas a história é bem outra e, por isso, a Permacultura, embora seja a “ciência do óbvio”, como gostam de dizer alguns de nós, está fazendo revoluções nas cabeças de jovens, adultos e idosos, oferecendo-lhes, em vez de sistemas fechados e fragmentários, o paradigma holístico contemporâneo, que tudo articula e re-laciona, para a construção de projetos abertos ao infinito.
As estratégias de design da Permacultura não existem apenas para o planejamento de propriedades abundantes em energia – este é apenas o primeiro nível de ação do permacultor. É possível desenhar também sistemas de transporte, educação, saúde, industrialização, comércio e finanças, distribuição de terras, comunicação e governança, entre outros, para criar sociedades prósperas, cooperativas, justas e responsáveis. O sonho é possível: a ética cria possibilidades de consensos, coordena ações, coíbe práticas nefastas, oferece os valores imprescindíveis para podermos viver bem.
A história da Permacultura no Brasil
Não faz muito tempo, em 1992, Bill Mollison ministrou um curso de Permacultura no Rio Grande do Sul e estabeleceu um marco inaugural: de lá para cá, a Permacultura desenvolveu-se no Brasil, conquistando dia após dia um número crescente de praticantes.
Hoje, a Permacultura encontra-se nas esferas governamentais e surge como projeto alternativo de criação do primeiro emprego para jovens entre 16 e 24 anos. Este ano, cerca de 1.300 jovens do Distrito Federal e municípios do entorno serão capacitados para trabalhar com os princípios da Permacultura e criar redes de empreendimentos agroindustriais. O projeto é da Agência Mandalla DHSA e tem financiamento do Ministério do Trabalho e Emprego.
A Agência Mandalla DHSA, com sede na Paraíba, é uma OSCIP que está desenvolvendo tecnologias Sociais com base na ética e nos princípios e métodos de design permacultural, alcançando para a Permacultura a maior repercussão já vista no país (leia seção da página 4). Em menos de três anos, chegou a mais de 80 municípios de nove estados brasileiros, beneficiando diretamente duas mil pessoas com a garantia da segurança alimentar e a geração de excedentes para a comercialização. Entre as famílias beneficiadas, a renda média é de R$400,00 ao mês, sendo que há exemplos de agricultores auferindo renda mensal de R$1.700,00.
Os Institutos de Permacultura
São oito no total, atuando de forma diversa. Aqueles que fundaram a RBP, Rede Brasileira de Permacultura (IPAB, em Santa Catarina, IPA, no Amazonas, IPEC, em Goiás e IPEP, no Rio Grande do Sul), funcionam como centros de pesquisa, formação e demonstração de tecnologias apropriadas, com apoio financeiro da PAL – Permacultura América Latina, instituição comandada pelo iraniano Ali Sharif, com sede em Santa Fé, Estados Unidos. A única exceção é o IPAB, que não possui centro demonstrativo e, por isso, atua de forma independente, dispensando financiamentos vindos do estrangeiro através da PAL.
A ação institucional do IPAB está voltada para pequenos agricultores e tem a parceria de sindicatos, prefeituras, ONGs e movimentos sociais. Os sistemas permaculturais fomentados pelo IPAB estão nas Unidades de Produção Familiar. O instituto atua também na multiplicação de conhecimentos em Permacultura através do Projeto de Formação de Professores.
A exemplo do IPAB, o Instituto de Permacultura da Bahia (IPB), o Instituto de Permacultura
Cerrado Pantanal e o IPEMA (Instituto de Permacultura da Mata Atlântica), possuem projetos sociais e muitos parceiros, mas não fazem parte da RBP. A título de ilustração, cito o Projeto Policultura no Semi-Árido, implantado no sertão da Bahia, atendendo hoje 700 famílias de pequenos agricultores. Com o apoio do IPB, as famílias estão desenvolvendo sistemas agroflorestais e garantindo para si segurança alimentar, trabalho e renda. O projeto ajuda os sertanejos a combater a desertificação e conviver harmoniosamente com a caatinga.
O IPOEMA (Instituto de Permacultura: Organização, Ecovilas e Meio Ambiente), no Distrito Federal, que é o mais novo entre os institutos brasileiros, vai atuar fortemente no atendimento a comunidades locais e tradicionais, além de trabalhar com pesquisa e formação de novos permacultores.
Por enquanto, há pouca ou nenhuma interação entre os institutos de Permacultura do Brasil.
Rede Permear de Permacultores
Criada no ano passado, inaugurou um novo caminho para a Permacultura em nosso país. Em concordância com as palavras de David Holmgren, que citarei em seguida, ouso dizer que a Rede Permear é a prova de maturidade do processo de desenvolvimento da Permacultura no Brasil: “Quando o campo de trabalho é novo, as relações de competição prevalecem, exatamente como nos sistemas naturais imaturos e de rápido crescimento. Mesmo na Permacultura, que está fortemente enraizada na cooperação, a competição tem acontecido, causando estranheza, mas, sobretudo, mostrando quando o processo ainda não amadureceu. Em ecossistemas maduros, assim como em sociedades tradicionais estáveis, as relações tendem a se tornar mais mutualísticas e simbióticas”.
A Rede Permear chegou lá: integra hoje catorze projetos autônomos em quatro estados brasileiros (Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) e mais o Distrito Federal. Os projetos são chamados de autônomos porque são iniciativas de pessoas, famílias e comunidades que trabalham em cooperação e com recursos próprios para multiplicar os conhecimentos em Permacultura (todos recebem formação como professores do IPAB) e para oferecer exemplos de sistemas produtivos de apoio à vida no lugar onde moram.
Nós da Rede Permear costumamos dizer que a nossa teia deve alcançar todo permacultor ou grupo de permacultores cujo trabalho tem como princípio de ação a ética da Permacultura. E queremos para esta rede tudo aquilo que um sistema permacultural deve conter: diversidade e abundância de idéias e projetos, cooperação, solidariedade, sinergia, diálogo e amor, muito amor. Por fim, que seja para todos um caminho de transformação.
Para conhecer grupos e experiências de Permacultura no Brasil clique aqui.
Permacultura é algo fácil de identificar com um monte de desejos pessoais profundos entre aquelas pessoas que sonham com paz, harmonia e abundância. Mas leva-se muito tempo para entender. Não se sinta desencorajado o leitor que está ansioso por conhecer a Permacultura ou aquele que julgava tê-la compreendido: os conceitos estão dados e são até bastante claros. A verdade é que as coisas mais importantes da vida exigem tempo e dedicação, tanto mais quando representam quebras de paradigmas.
Assumir para nossas vidas aquilo que é radicalmente novo não é tarefa fácil – no mais das vezes enfrentamos nossos próprios limites de compreensão e aceitação. Por isso, é preciso coragem, fé e determinação para tornar-se um permacultor. E tomar o tempo como aliado.
Nas palavras de Bill Mollison de que mais gosto, a Permacultura é “uma tentativa de se criar um Jardim do Éden”, bolando e organizando a vida de forma a que ela seja abundante para todos, sem prejuízo para o meio ambiente. Parece utópico, mas nós praticantes sabemos que é algo possível e para o qual existem princípios, métodos e estratégias bastante factíveis. Os exemplos estão aí, para quem quiser ver, nos cinco continentes e em mais de uma centena de países.

Conceitos
Os australianos Bill Mollison e David Holmgren, criadores da Permacultura, cunharam esta palavra nos anos 70 para referenciar “um sistema evolutivo integrado de espécies vegetais e animais perenes úteis ao homem”. Estavam buscando os princípios de uma Agricultura Permanente. Logo depois, o conceito evoluiu para “um sistema de planejamento para a criação de ambientes humanos sustentáveis” , como resultado de um salto na busca de uma Cultura Permanente, envolvendo aspectos éticos, socioeconômicos e ambientais.
Para tornar o conceito mais claro, pode-se acrescentar que a Permacultura oferece as ferramentas para o planejamento, a implantação e a manutenção de ecossistemas cultivados no campo e nas cidades, de modo a que eles tenham a diversidade, a estabilidade e a resistência dos ecossistemas naturais. Alimento saudável, habitação e energia devem ser providos de forma sustentável para criar culturas permanentes.
No centro da atividade do permacultor está o design, tomado como planejamento consciente para tornar possível, entre outras coisas, a utilização da terra sem desperdício ou poluição, a restauração de paisagens degradadas e o consumo mínimo de energia. Este processo, segundo André Soares, permacultor do Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado – IPEC, deve ser dinâmico, contínuo e orientado para a aplicação de padrões naturais, contendo sub-processos de organização de elementos dentro de determinados contextos.
No primeiro nível, a ação do permacultor volta-se principalmente para áreas agrícolas com o propósito de reverter situações dramáticas de degradação sócio-ambiental. “Culturas não sobrevivem muito tempo sem uma agricultura sustentável”, assegura Bill Mollison. No entanto, os sistemas permaculturais devem evoluir, com designs arrojados, para a construção de sociedades economicamente viáveis, socialmente justas, culturalmente sensíveis, dotadas de agroecossistemas que sejam produtivos e conservadores de recursos naturais.
Cooperação e solidariedade
A Permacultura exige uma mudança de atitude que consiste basicamente em fazer os seres humanos viver de forma integrada ao meio ambiente, alimentando os ciclos vitais da natureza. Como ciência ambiental, reconhece os próprios limites e por isso nasceu amparada por uma ética fundadora de ações comuns para o bem do sistema Terra.
Mollison e Holmgren buscaram princípios éticos universais surgidos no seio de sociedades indígenas e de tradições espirituais, que estão orientados na lógica básica do universo de cooperação e solidariedade. Não é possível praticar a Permacultura sem observá-los.
Primeiro, será preciso assumir a ética do cuidado com a Mãe-Terra para garantir a manutenção e a multiplicação dos sistemas vivos. Depois, o cuidado com as pessoas para a promoção da autoconfiança e da responsabilidade comunitária. E por fim, aprender a governar nossas próprias necessidades, impor limites ao consumo e repartir o excedente para facilitar o acesso de todos aos recursos necessários à sobrevivência, preservando-os para as gerações futuras.
Como parte dos sistemas vivos da Terra e tendo desenvolvido o potencial para desfazer a sustentabilidade do planeta, nós temos como missão criar agora uma sociedade de justiça, igualdade e fraternidade, a começar pelos marginalizados e excluídos, com relações mais benevolentes e sinergéticas com a natureza e de maior colaboração entre os vários povos, culturas e religiões.
Toda ética tem a ver com práticas que querem ser eficazes. “A ética da Permacultura serve bem para iluminar nossos esforços diários de trabalho com a natureza a partir de observações prolongadas e cuidadosas, com base nos saberes tradicionais e na ciência moderna, substituindo ações impensadas e imaturas por planejamento consciente”, assevera Bill Mollison. A chave é estabelecer relações harmoniosas entre as pessoas e os elementos da paisagem.
Design para a sustentabilidade
O trabalho do permacultor está baseado em princípios e métodos de design para orientar padrões naturais de crescimento e regeneração, em sistemas perenes, abundantes e auto-reguladores.
Earle Barnhart, permacultor de Massachussets (USA), escreveu que a regra cardinal do projeto da permacultura é maximizar as conexões funcionais. Isso quer dizer, combinar as qualidades de elementos da natureza e de elementos da criação humana para construir sistemas de armazenamento de energia. Não haveria nada de revolucionário nisso se as sociedades modernas agissem com base no bom senso.
Mas a história é bem outra e, por isso, a Permacultura, embora seja a “ciência do óbvio”, como gostam de dizer alguns de nós, está fazendo revoluções nas cabeças de jovens, adultos e idosos, oferecendo-lhes, em vez de sistemas fechados e fragmentários, o paradigma holístico contemporâneo, que tudo articula e re-laciona, para a construção de projetos abertos ao infinito.
As estratégias de design da Permacultura não existem apenas para o planejamento de propriedades abundantes em energia – este é apenas o primeiro nível de ação do permacultor. É possível desenhar também sistemas de transporte, educação, saúde, industrialização, comércio e finanças, distribuição de terras, comunicação e governança, entre outros, para criar sociedades prósperas, cooperativas, justas e responsáveis. O sonho é possível: a ética cria possibilidades de consensos, coordena ações, coíbe práticas nefastas, oferece os valores imprescindíveis para podermos viver bem.
A história da Permacultura no Brasil
Não faz muito tempo, em 1992, Bill Mollison ministrou um curso de Permacultura no Rio Grande do Sul e estabeleceu um marco inaugural: de lá para cá, a Permacultura desenvolveu-se no Brasil, conquistando dia após dia um número crescente de praticantes.
Hoje, a Permacultura encontra-se nas esferas governamentais e surge como projeto alternativo de criação do primeiro emprego para jovens entre 16 e 24 anos. Este ano, cerca de 1.300 jovens do Distrito Federal e municípios do entorno serão capacitados para trabalhar com os princípios da Permacultura e criar redes de empreendimentos agroindustriais. O projeto é da Agência Mandalla DHSA e tem financiamento do Ministério do Trabalho e Emprego.
A Agência Mandalla DHSA, com sede na Paraíba, é uma OSCIP que está desenvolvendo tecnologias Sociais com base na ética e nos princípios e métodos de design permacultural, alcançando para a Permacultura a maior repercussão já vista no país (leia seção da página 4). Em menos de três anos, chegou a mais de 80 municípios de nove estados brasileiros, beneficiando diretamente duas mil pessoas com a garantia da segurança alimentar e a geração de excedentes para a comercialização. Entre as famílias beneficiadas, a renda média é de R$400,00 ao mês, sendo que há exemplos de agricultores auferindo renda mensal de R$1.700,00.
Os Institutos de Permacultura
São oito no total, atuando de forma diversa. Aqueles que fundaram a RBP, Rede Brasileira de Permacultura (IPAB, em Santa Catarina, IPA, no Amazonas, IPEC, em Goiás e IPEP, no Rio Grande do Sul), funcionam como centros de pesquisa, formação e demonstração de tecnologias apropriadas, com apoio financeiro da PAL – Permacultura América Latina, instituição comandada pelo iraniano Ali Sharif, com sede em Santa Fé, Estados Unidos. A única exceção é o IPAB, que não possui centro demonstrativo e, por isso, atua de forma independente, dispensando financiamentos vindos do estrangeiro através da PAL.
A ação institucional do IPAB está voltada para pequenos agricultores e tem a parceria de sindicatos, prefeituras, ONGs e movimentos sociais. Os sistemas permaculturais fomentados pelo IPAB estão nas Unidades de Produção Familiar. O instituto atua também na multiplicação de conhecimentos em Permacultura através do Projeto de Formação de Professores.
A exemplo do IPAB, o Instituto de Permacultura da Bahia (IPB), o Instituto de Permacultura
Cerrado Pantanal e o IPEMA (Instituto de Permacultura da Mata Atlântica), possuem projetos sociais e muitos parceiros, mas não fazem parte da RBP. A título de ilustração, cito o Projeto Policultura no Semi-Árido, implantado no sertão da Bahia, atendendo hoje 700 famílias de pequenos agricultores. Com o apoio do IPB, as famílias estão desenvolvendo sistemas agroflorestais e garantindo para si segurança alimentar, trabalho e renda. O projeto ajuda os sertanejos a combater a desertificação e conviver harmoniosamente com a caatinga.
O IPOEMA (Instituto de Permacultura: Organização, Ecovilas e Meio Ambiente), no Distrito Federal, que é o mais novo entre os institutos brasileiros, vai atuar fortemente no atendimento a comunidades locais e tradicionais, além de trabalhar com pesquisa e formação de novos permacultores.
Por enquanto, há pouca ou nenhuma interação entre os institutos de Permacultura do Brasil.
Rede Permear de Permacultores
Criada no ano passado, inaugurou um novo caminho para a Permacultura em nosso país. Em concordância com as palavras de David Holmgren, que citarei em seguida, ouso dizer que a Rede Permear é a prova de maturidade do processo de desenvolvimento da Permacultura no Brasil: “Quando o campo de trabalho é novo, as relações de competição prevalecem, exatamente como nos sistemas naturais imaturos e de rápido crescimento. Mesmo na Permacultura, que está fortemente enraizada na cooperação, a competição tem acontecido, causando estranheza, mas, sobretudo, mostrando quando o processo ainda não amadureceu. Em ecossistemas maduros, assim como em sociedades tradicionais estáveis, as relações tendem a se tornar mais mutualísticas e simbióticas”.
A Rede Permear chegou lá: integra hoje catorze projetos autônomos em quatro estados brasileiros (Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) e mais o Distrito Federal. Os projetos são chamados de autônomos porque são iniciativas de pessoas, famílias e comunidades que trabalham em cooperação e com recursos próprios para multiplicar os conhecimentos em Permacultura (todos recebem formação como professores do IPAB) e para oferecer exemplos de sistemas produtivos de apoio à vida no lugar onde moram.
Nós da Rede Permear costumamos dizer que a nossa teia deve alcançar todo permacultor ou grupo de permacultores cujo trabalho tem como princípio de ação a ética da Permacultura. E queremos para esta rede tudo aquilo que um sistema permacultural deve conter: diversidade e abundância de idéias e projetos, cooperação, solidariedade, sinergia, diálogo e amor, muito amor. Por fim, que seja para todos um caminho de transformação.
Para conhecer grupos e experiências de Permacultura no Brasil clique aqui.
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Banheiro seco? Como assim?!
Banheiro seco? Como assim?!
Texto retirado do site: Planeta sustentável.
Essa é a frase que mais ouço quando comento com alguém que a minha próxima casa, em construção numa ecovila, terá banheiro seco. Já preparada para ter que explicar do que se trata e, mais do que isso, mostrar que não tem nada de nojento ou primitivo, lá vou eu contar um pouco sobre essa tecnologia tão simples, eficiente e sustentável. E, de tanto falar do assunto, decidi compartilhar com você também...
O banheiro seco ou compostável foi criado para promover o uso racional da água e, ao mesmo tempo, aproveitar os resíduos sólidos como adubo orgânico, evitando a contaminação do meio ambiente.
Existem vários “modelos” de banheiro seco, uns mais simples, outros mais complexos. Gosto muito do sanitário compostável desenvolvido pelo Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado (IPEC), em Pirenópolis, GO, batizado de “Húmus Sapiens” (na foto, com o esquema).

Nesse sistema, em vez de encanamentos hidráulicos para levar os dejetos para bem longe (e com um consumo considerável de água), temos duas câmaras de compostagem que armazenam os resíduos até que eles se transformem em composto. Daí, é retirado e levado para o minhocário, onde vira húmus, ou seja, um adubo orgânico de alta qualidade para ser usado na agricultura.
E por que duas câmaras? Porque enquanto em uma os resíduos estão em processo de compostagem, a outra está em operação. Isso quer dizer, é claro, que o banheiro tem também dois vasos sanitários que funcionam em períodos diferentes do ano.
Mas esse negócio não cheira mal? Se for bem construído e utilizado como manda o “manual”, não. Eu já “visitei” alguns deles e posso afirmar pra você que a coisa funciona mesmo.
Alguns cuidados, porém, devem ser tomados. Após o uso, ao invés de apertar a descarga (que não existe no banheiro seco), é necessário jogar um pouco de serragem dentro do vaso, para facilitar a compostagem e evitar mal cheiro. Todo banheiro seco tem também um duto de saída do ar das câmaras, que também espanta os odores.
E para tornar a compostagem mais eficiente, o legal é que as câmaras sejam pintadas de preto e fiquem posicionadas para o Norte, direção que recebe mais calor do sol e, portanto, acelera o processo, tornando-o mais eficiente.
Além de economizar água, a tecnologia é louvável por fechar um ciclo natural. Lembra da frase que diz que na natureza nada se perde, tudo se transforma? Então! Para quê jogar fora os resíduos, ter custos altos com o tratamento do esgoto, se podemos simplesmente transformá-los em adubo para a horta, o jardim, a lavoura??
Para quem acha primitivo, um retrocesso ou algo assim, vale a triste lembrança: com mais de um bilhão de pessoas sofrendo com a falta de água em todo o mundo, e uma população ainda muito maior que não tem saneamento básico, taí uma idéia que pode prevenir doenças, evitar a contaminação do solo e de rios e até virar fonte de renda para muita gente (com a venda do adubo orgânico).
Primitivo para mim, hoje, é gastar em uma só descarga mais água do que muitas pessoas conseguem consumir em todo o dia.
Texto retirado do site: Planeta sustentável.
Essa é a frase que mais ouço quando comento com alguém que a minha próxima casa, em construção numa ecovila, terá banheiro seco. Já preparada para ter que explicar do que se trata e, mais do que isso, mostrar que não tem nada de nojento ou primitivo, lá vou eu contar um pouco sobre essa tecnologia tão simples, eficiente e sustentável. E, de tanto falar do assunto, decidi compartilhar com você também...
O banheiro seco ou compostável foi criado para promover o uso racional da água e, ao mesmo tempo, aproveitar os resíduos sólidos como adubo orgânico, evitando a contaminação do meio ambiente.
Existem vários “modelos” de banheiro seco, uns mais simples, outros mais complexos. Gosto muito do sanitário compostável desenvolvido pelo Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado (IPEC), em Pirenópolis, GO, batizado de “Húmus Sapiens” (na foto, com o esquema).

Nesse sistema, em vez de encanamentos hidráulicos para levar os dejetos para bem longe (e com um consumo considerável de água), temos duas câmaras de compostagem que armazenam os resíduos até que eles se transformem em composto. Daí, é retirado e levado para o minhocário, onde vira húmus, ou seja, um adubo orgânico de alta qualidade para ser usado na agricultura.
E por que duas câmaras? Porque enquanto em uma os resíduos estão em processo de compostagem, a outra está em operação. Isso quer dizer, é claro, que o banheiro tem também dois vasos sanitários que funcionam em períodos diferentes do ano.
Mas esse negócio não cheira mal? Se for bem construído e utilizado como manda o “manual”, não. Eu já “visitei” alguns deles e posso afirmar pra você que a coisa funciona mesmo.
Alguns cuidados, porém, devem ser tomados. Após o uso, ao invés de apertar a descarga (que não existe no banheiro seco), é necessário jogar um pouco de serragem dentro do vaso, para facilitar a compostagem e evitar mal cheiro. Todo banheiro seco tem também um duto de saída do ar das câmaras, que também espanta os odores.
E para tornar a compostagem mais eficiente, o legal é que as câmaras sejam pintadas de preto e fiquem posicionadas para o Norte, direção que recebe mais calor do sol e, portanto, acelera o processo, tornando-o mais eficiente.
Além de economizar água, a tecnologia é louvável por fechar um ciclo natural. Lembra da frase que diz que na natureza nada se perde, tudo se transforma? Então! Para quê jogar fora os resíduos, ter custos altos com o tratamento do esgoto, se podemos simplesmente transformá-los em adubo para a horta, o jardim, a lavoura??
Para quem acha primitivo, um retrocesso ou algo assim, vale a triste lembrança: com mais de um bilhão de pessoas sofrendo com a falta de água em todo o mundo, e uma população ainda muito maior que não tem saneamento básico, taí uma idéia que pode prevenir doenças, evitar a contaminação do solo e de rios e até virar fonte de renda para muita gente (com a venda do adubo orgânico).
Primitivo para mim, hoje, é gastar em uma só descarga mais água do que muitas pessoas conseguem consumir em todo o dia.
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Multimistura: Uma receita para salvar vidas.
Receita retirada do site Rebidia - Rede Brasileira de Informação e Documentação sobre Infância e Adolescência.
O que é a multimistura?
FARINHA MULTIMISTURA
A Pastoral da Criança sempre procurou trabalhar suas ações de forma simples, para que todos consigam realizá-las e se beneficiar delas. Um exemplo é o uso da fita braquial para verificar o estado nutricional das gestantes.
A farinha multimistura é outro exemplo simples. Para prepará-la, não é necessário ter materiais sofisticados. Além disso, a maioria dos ingredientes podem ser encontrados na própria comunidade, adquiridos através de doações ou comprados por um baixo preço.
Como deve ser a composição da farinha multimistura?
1. Não existe fórmula pronta. O mais importante é fazer a farinha multimistura com os alimentos típicos de cada região e que sejam de fácil acesso.
2. A farinha multimistura deve ser feita de acordo com a necessidade de quem vai usar.
Por exemplo:
Para uma pessoa que está com anemia e não precisa ganhar peso, uma farinha multimistura rica em ferro vai ajudar na sua recuperação. Além da multimistura, esta pessoa deve consumir também outros alimentos ricos em ferro, como as folhas verde-escuras, melado de cana, fígado, etc.
Para uma criança ou gestante que precisa ganhar peso, é indicada uma farinha multimistura rica em sementes, por causa das calorias (girassol, gergelim, abóbora, etc).
Quando a farinha multimistura for usada para o preparo de mingaus, é bom colocar também uma farinha de cereal, como o fubá, a farinha de trigo, a farinha de aveia, de mandioca e outras.
Quando a farinha multimistura for usada num prato salgado (arroz, feijão, farofa, etc), não há necessidade de colocar farinha de cereal porque o amido já estará presente.
3. Para fazermos a farinha multimistura, devemos conhecer bem os alimentos que vamos usar, pois existem alimentos que são tóxicos, e precisam de cuidados especiais quando forem preparados. Vejam os nutrientes dos alimentos mais comuns usados para fazer a farinha multimistura:

O que acontece com os nutrientes quando aquecemos a farinha multimistura?
O calor pode alterar os nutrientes dos alimentos. Alguns nutrientes se perdem e outros são mais aproveitados quando passam pelo calor. Por exemplo:
O amido e as proteínas são mais aproveitados pelo corpo quando os alimentos são cozidos, fritos ou assados.
As gorduras não perdem o seu valor energético com a ação do calor.
Algumas vitaminas são destruídas pelo calor, outras não. A vitamina C é a mais sensível. Por isso, já no processo de secagem das folhas, boa parte desta vitamina se perde. A vitamina A resiste bem ao calor, principalmente se forem acrescentadas algumas gotas de óleo ao cozinhar o alimento. As vitaminas E, do complexo B, niacina e outras, também não são destruídas pelo calor.
Os minerais como o ferro, o zinco e o cálcio não são destruídos pelo calor. O ferro é mais aproveitado quando o alimento é cozido.
Então, como aproveitar melhor os nutrientes da farinha multimistura?
1. Acrescentando a farinha no final do cozimento dos alimentos, ou seja, nos últimos 5 minutos;
2. Acrescentando a farinha ao apagar o fogo, no caso de sopas, molhos, feijão, etc;
3. Acrescentando a farinha multimistura na preparação de pães.
Além da Farinha Multimistura, é importante comer todos os dias uma MULTIMISTURA DE ALIMENTOS, ou seja, uma VARIEDADE DE ALIMENTOS, de tipos e cores diferentes (frutas, verduras, grãos, etc).
Quanto mais colorido for o prato, melhor!
Quanto mais colorido for o prato, melhor!
Quanto mais colorido for o prato, melhor!
Quanto mais colorido for o prato, melhor!
Quanto mais colorido for o prato, melhor!
Esta variedade ajuda as pessoas a terem mais saúde.
Eveline Cunha Moura
Assessora Técnica em Nutrição da
Coordenação Nacional da Pastoral da Criança
-------------------------------------------------
Receita de pão feito com a Multimistura
Ingredientes:
500 gramas de farinha de trigo
100 gramas de multi mistura
300 mililitros de água morna
2 laranjas-suco
1 ovo
2 colheres de óleo de milho
2 colheres de sopa de açucar cristal
1 tablete de fermento
1 colher de sopa de sal
Modo de preparar:
Em uma vasilia, colocar a água morna, o suco de laranja e o tablete de fermento bem dissolvido.
Bater o ovo com o óleo de milho, sal, açucar e acrescentar a água, o suco de laranja e o fermento; adicionar a farinha dee trigo e a Multimistura New Life amasssar até formar uma massa homogênea. Deixar crescer por 30 minutos, sovar e enrolar os pães. repousar por mais de uma hora e meia até que se complete o crescimento. Levar ao forno para assar a 150 graus durante 35 minutos.
Observação: receita para 3 pães aproximadamente 350 gramas de cada um.
Receita retirada do site Educacional da Pastoral da Criança.
Conheça esse trabalho e faça parte desta história. Se a Pastoral da Criança já realizou tanta coisa a partir apenas de um sonho, imagine podendo contar com você.
O que é a multimistura?
FARINHA MULTIMISTURA
A Pastoral da Criança sempre procurou trabalhar suas ações de forma simples, para que todos consigam realizá-las e se beneficiar delas. Um exemplo é o uso da fita braquial para verificar o estado nutricional das gestantes.
A farinha multimistura é outro exemplo simples. Para prepará-la, não é necessário ter materiais sofisticados. Além disso, a maioria dos ingredientes podem ser encontrados na própria comunidade, adquiridos através de doações ou comprados por um baixo preço.
Como deve ser a composição da farinha multimistura?
1. Não existe fórmula pronta. O mais importante é fazer a farinha multimistura com os alimentos típicos de cada região e que sejam de fácil acesso.
2. A farinha multimistura deve ser feita de acordo com a necessidade de quem vai usar.
Por exemplo:
Para uma pessoa que está com anemia e não precisa ganhar peso, uma farinha multimistura rica em ferro vai ajudar na sua recuperação. Além da multimistura, esta pessoa deve consumir também outros alimentos ricos em ferro, como as folhas verde-escuras, melado de cana, fígado, etc.
Para uma criança ou gestante que precisa ganhar peso, é indicada uma farinha multimistura rica em sementes, por causa das calorias (girassol, gergelim, abóbora, etc).
Quando a farinha multimistura for usada para o preparo de mingaus, é bom colocar também uma farinha de cereal, como o fubá, a farinha de trigo, a farinha de aveia, de mandioca e outras.
Quando a farinha multimistura for usada num prato salgado (arroz, feijão, farofa, etc), não há necessidade de colocar farinha de cereal porque o amido já estará presente.
3. Para fazermos a farinha multimistura, devemos conhecer bem os alimentos que vamos usar, pois existem alimentos que são tóxicos, e precisam de cuidados especiais quando forem preparados. Vejam os nutrientes dos alimentos mais comuns usados para fazer a farinha multimistura:
- * A farinha de trigo, de aveia, de milho (fubá) e de outros cereais é rica em amido, gordura e proteína - dão energia e ajudam na formação dos músculos.
- * As sementes são ricas em gordura, proteína, vitaminas e minerais - além da energia e da formação dos músculos, são importantes para o regular o funcionamento do corpo.
- * Os farelos de trigo e de arroz são ricos em vitaminas, ferro, cálcio, zinco e fibras - além de ajudar na formação do sangue e dos ossos, e no crescimento e funcionamento do corpo, esses alimentos servem para regular o intestino, evitando a prisão de ventre.
- * As folhas verde-escuras são riquíssimas em vitamina A, ferro, cálcio e outros nutrientes - além da formação do sangue e dos ossos, esses alimentos aumentam a resistência contra doenças, são importantes para a visão, crescimento do corpo, formação e manutenção da pele.
- * A casca de ovo é riquíssima em cálcio.

O que acontece com os nutrientes quando aquecemos a farinha multimistura?
O calor pode alterar os nutrientes dos alimentos. Alguns nutrientes se perdem e outros são mais aproveitados quando passam pelo calor. Por exemplo:
O amido e as proteínas são mais aproveitados pelo corpo quando os alimentos são cozidos, fritos ou assados.
As gorduras não perdem o seu valor energético com a ação do calor.
Algumas vitaminas são destruídas pelo calor, outras não. A vitamina C é a mais sensível. Por isso, já no processo de secagem das folhas, boa parte desta vitamina se perde. A vitamina A resiste bem ao calor, principalmente se forem acrescentadas algumas gotas de óleo ao cozinhar o alimento. As vitaminas E, do complexo B, niacina e outras, também não são destruídas pelo calor.
Os minerais como o ferro, o zinco e o cálcio não são destruídos pelo calor. O ferro é mais aproveitado quando o alimento é cozido.
Então, como aproveitar melhor os nutrientes da farinha multimistura?
1. Acrescentando a farinha no final do cozimento dos alimentos, ou seja, nos últimos 5 minutos;
2. Acrescentando a farinha ao apagar o fogo, no caso de sopas, molhos, feijão, etc;
3. Acrescentando a farinha multimistura na preparação de pães.
Além da Farinha Multimistura, é importante comer todos os dias uma MULTIMISTURA DE ALIMENTOS, ou seja, uma VARIEDADE DE ALIMENTOS, de tipos e cores diferentes (frutas, verduras, grãos, etc).
Quanto mais colorido for o prato, melhor!
Quanto mais colorido for o prato, melhor!
Quanto mais colorido for o prato, melhor!
Quanto mais colorido for o prato, melhor!
Quanto mais colorido for o prato, melhor!
Esta variedade ajuda as pessoas a terem mais saúde.
Eveline Cunha Moura
Assessora Técnica em Nutrição da
Coordenação Nacional da Pastoral da Criança
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Receita de pão feito com a Multimistura
Ingredientes:
500 gramas de farinha de trigo
100 gramas de multi mistura
300 mililitros de água morna
2 laranjas-suco
1 ovo
2 colheres de óleo de milho
2 colheres de sopa de açucar cristal
1 tablete de fermento
1 colher de sopa de sal
Modo de preparar:
Em uma vasilia, colocar a água morna, o suco de laranja e o tablete de fermento bem dissolvido.
Bater o ovo com o óleo de milho, sal, açucar e acrescentar a água, o suco de laranja e o fermento; adicionar a farinha dee trigo e a Multimistura New Life amasssar até formar uma massa homogênea. Deixar crescer por 30 minutos, sovar e enrolar os pães. repousar por mais de uma hora e meia até que se complete o crescimento. Levar ao forno para assar a 150 graus durante 35 minutos.
Observação: receita para 3 pães aproximadamente 350 gramas de cada um.
Receita retirada do site Educacional da Pastoral da Criança.
Conheça esse trabalho e faça parte desta história. Se a Pastoral da Criança já realizou tanta coisa a partir apenas de um sonho, imagine podendo contar com você.
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tecnologias
Carpool ou carona solidária.
Texto escrito por LINCOLN PAIVA e retirado do Planeta Sustentável.
Comece a pedir e dar carona
Conhecida no mundo inteiro como "carpool" ou
"rideshare", a carona solidária é uma alternativa simples
e eficaz.
O TRÂNSITO de Lisboa não é intenso e agressivo como o
de São Paulo e a capital portuguesa conta com uma excelente
infra-estrutura fluvial, ferroviária e metroviária, além de
bondes elétricos e ônibus.
Mesmo assim, os cidadãos portugueses optaram pelo
chamado "carpool" para se deslocar. Lá, o sistema de carona
solidária conta com cerca de mil pessoas.
Morei em Portugal por algum tempo e, no ano passado,
quando ainda estava lá, eu e uma amiga falávamos sobre o
seriado "Carpoolers", que estreou em maio deste ano na TV
a cabo brasileira. Conta histórias da convivência de um
grupo de caronistas ecologicamente responsáveis.
O assunto veio à tona porque, na época, o Parlamento
Europeu bombardeava a mídia local com as preocupações
sobre a redução das emissões de CO2. Portugal precisava
encontrar soluções para se adequar às novas regras, e o
"carpool" parecia ser uma ótima idéia.
No Brasil, a carona solidária ainda não penetrou no cotidiano
das pessoas, mas já há um esforço nesse sentido. A
Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo
lançou, no último dia 28/5, a campanha Carona Legal, um
incentivo para a população compartilhar os trajetos de carro.
Conhecida no mundo inteiro como "carpool" ou "rideshare",
a carona solidária é uma alternativa simples e eficaz. A idéia
surgiu em vários lugares com objetivo semelhante, mas por
motivos diferentes.
Na Europa, a carona foi estimulada pelo Parlamento para que
cada país cumprisse sua cota na redução de emissão de CO2.
A utilização de automóveis na União Européia tem um
impacto significativo nas alterações climáticas, na medida
em que representa 12% das emissões globais. Diante desse
problema, as autoridades comprometeram-se em minimizar
os impactos do trânsito no efeito estufa e estabelecer
objetivos para melhorar a eficiência energética.
O cidadão europeu leva muito a sério as questões ambientais.
Assim, a energia limpa e renovável é uma realidade em
alguns países da Europa e a carona passou a fazer parte da
vida urbana.
Nos EUA, a idéia da carona foi impulsionada pelo "global
warming", pela crise imobiliária, pelo aumento no custo da
gasolina e pela dependência do petróleo estrangeiro, além do
trânsito caótico. O "carpool" passou a ser uma solução
economicamente viável, ecologicamente correta e
socialmente responsável.
No Canadá, a alternativa surgiu por uma questão de saúde
pública. A Secretaria de Saúde do país estima que cerca de
16 mil canadenses morram prematuramente por ano e que o
número de internações de crianças por doenças pulmonares
esteja diretamente relacionado ao aumento da poluição
atmosférica. O governo canadense irá gastar
aproximadamente US$ 1 bilhão em 2008 com programas
associados à poluição.
Há também quem opte pelo esquema para economizar. Um
trabalhador que utiliza um veículo 1.6 numa cidade como
São Paulo roda em média 18 mil quilômetros por ano,
consumindo um litro de gasolina a cada dez quilômetros.
Isso resulta num custo de aproximadamente R$ 5 mil anuais,
sem contar o tempo perdido no trânsito e as despesas com
pneus, troca de óleo, revisão, entre outros. Com a carona, ele
pode economizar até R$ 3,5 mil. Uma diferença significativa
no orçamento familiar.
A Universidade Stanford (EUA) criou um sistema de
incentivo para utilização do "carpool" entre os alunos com
vagas de estacionamentos exclusivas para caronistas e
compensações em dinheiro. Empresas desenvolvem
programas de incentivos pontuando o funcionário que chega
de bicicleta, "carpool", van ou a pé. As premiações variam
de carros ecoeficientes a GPS e vagas em estacionamento.
A carona é um compromisso com a comunidade, com a
cidade, com a saúde pública e com a vida.
O sistema já existe aqui. Lançado durante a primeira Mostra
de Tecnologias Sustentáveis, organizada pelo Instituto Ethos
no fim de maio, o projeto MelhorAr reforça as ações do
governo estadual e propõe redução de veículos por meio de
caronas corporativas. A idéia é atingir primeiro o público
interno das grandes empresas para depois abranger a
população como um todo.
É preciso desenvolver um senso de cidadania, no qual cada
um tenha consciência de seu papel no futuro do planeta. A
carona solidária pode, sim, ser uma realidade no Brasil.
LINCOLN PAIVA, 40, formado em comunicação social, sócio da
Believe Comunicação Viva, é idealizador do Projeto MelhorAr.
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No Brasil existe o Carona Brasil - Carpools e TáxiPools - Grupos restritos e privados para compartilhamento de veículos para empresas privadas, estatais, universidades e escolas.
Clique aqui e saiba mais.
Comece a pedir e dar carona
Conhecida no mundo inteiro como "carpool" ou
"rideshare", a carona solidária é uma alternativa simples
e eficaz.
O TRÂNSITO de Lisboa não é intenso e agressivo como o
de São Paulo e a capital portuguesa conta com uma excelente
infra-estrutura fluvial, ferroviária e metroviária, além de
bondes elétricos e ônibus.
Mesmo assim, os cidadãos portugueses optaram pelo
chamado "carpool" para se deslocar. Lá, o sistema de carona
solidária conta com cerca de mil pessoas.
Morei em Portugal por algum tempo e, no ano passado,
quando ainda estava lá, eu e uma amiga falávamos sobre o
seriado "Carpoolers", que estreou em maio deste ano na TV
a cabo brasileira. Conta histórias da convivência de um
grupo de caronistas ecologicamente responsáveis.
O assunto veio à tona porque, na época, o Parlamento
Europeu bombardeava a mídia local com as preocupações
sobre a redução das emissões de CO2. Portugal precisava
encontrar soluções para se adequar às novas regras, e o
"carpool" parecia ser uma ótima idéia.
No Brasil, a carona solidária ainda não penetrou no cotidiano
das pessoas, mas já há um esforço nesse sentido. A
Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo
lançou, no último dia 28/5, a campanha Carona Legal, um
incentivo para a população compartilhar os trajetos de carro.
Conhecida no mundo inteiro como "carpool" ou "rideshare",
a carona solidária é uma alternativa simples e eficaz. A idéia
surgiu em vários lugares com objetivo semelhante, mas por
motivos diferentes.
Na Europa, a carona foi estimulada pelo Parlamento para que
cada país cumprisse sua cota na redução de emissão de CO2.
A utilização de automóveis na União Européia tem um
impacto significativo nas alterações climáticas, na medida
em que representa 12% das emissões globais. Diante desse
problema, as autoridades comprometeram-se em minimizar
os impactos do trânsito no efeito estufa e estabelecer
objetivos para melhorar a eficiência energética.
O cidadão europeu leva muito a sério as questões ambientais.
Assim, a energia limpa e renovável é uma realidade em
alguns países da Europa e a carona passou a fazer parte da
vida urbana.
Nos EUA, a idéia da carona foi impulsionada pelo "global
warming", pela crise imobiliária, pelo aumento no custo da
gasolina e pela dependência do petróleo estrangeiro, além do
trânsito caótico. O "carpool" passou a ser uma solução
economicamente viável, ecologicamente correta e
socialmente responsável.
No Canadá, a alternativa surgiu por uma questão de saúde
pública. A Secretaria de Saúde do país estima que cerca de
16 mil canadenses morram prematuramente por ano e que o
número de internações de crianças por doenças pulmonares
esteja diretamente relacionado ao aumento da poluição
atmosférica. O governo canadense irá gastar
aproximadamente US$ 1 bilhão em 2008 com programas
associados à poluição.
Há também quem opte pelo esquema para economizar. Um
trabalhador que utiliza um veículo 1.6 numa cidade como
São Paulo roda em média 18 mil quilômetros por ano,
consumindo um litro de gasolina a cada dez quilômetros.
Isso resulta num custo de aproximadamente R$ 5 mil anuais,
sem contar o tempo perdido no trânsito e as despesas com
pneus, troca de óleo, revisão, entre outros. Com a carona, ele
pode economizar até R$ 3,5 mil. Uma diferença significativa
no orçamento familiar.
A Universidade Stanford (EUA) criou um sistema de
incentivo para utilização do "carpool" entre os alunos com
vagas de estacionamentos exclusivas para caronistas e
compensações em dinheiro. Empresas desenvolvem
programas de incentivos pontuando o funcionário que chega
de bicicleta, "carpool", van ou a pé. As premiações variam
de carros ecoeficientes a GPS e vagas em estacionamento.
A carona é um compromisso com a comunidade, com a
cidade, com a saúde pública e com a vida.
O sistema já existe aqui. Lançado durante a primeira Mostra
de Tecnologias Sustentáveis, organizada pelo Instituto Ethos
no fim de maio, o projeto MelhorAr reforça as ações do
governo estadual e propõe redução de veículos por meio de
caronas corporativas. A idéia é atingir primeiro o público
interno das grandes empresas para depois abranger a
população como um todo.
É preciso desenvolver um senso de cidadania, no qual cada
um tenha consciência de seu papel no futuro do planeta. A
carona solidária pode, sim, ser uma realidade no Brasil.
LINCOLN PAIVA, 40, formado em comunicação social, sócio da
Believe Comunicação Viva, é idealizador do Projeto MelhorAr.
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