Ecogestão
O século XXI tem sido considerado o ponto culminante, do ponto de vista de historicidade, quanto a questão ambiental. A questão ambiental deriva do século XIX, e se apresenta com mais intensidade no século XX, tempo em que o meio científico tem conclamado a humanidade a rever seus hábitos, necessidades e especulações. Pode-se dizer que o se o século XX foi o da tecnologia (tecnozóico) o século XXI será o da ecologia (ecozóico).
Paralelamente, surgem discussões em torno da sustentabilidade, como exigência neste novo tempo, no sentido de garantir a sobrevivência, não apenas econômica, mas também planetária. O gestor, nesta perspectiva, não será apenas um administrador de recursos em busca de melhores resultados econômicos, mas um ser humano atento às necessidades do planeta que é infinitamente superior ao mercado. Surge a figura do eco-gestor, responsável por uma necessária mudança histórica em torno do comportamento econômico da humanidade. Esta nova demanda é decorrente de um processo histórico em que priorizou-se a exploração de recursos e fontes de energia, dispensando-se pouco tempo e atenção para questões relativas ao cuidado com a vida.
Assim, é possível afirmar que as gerações pós-revolução industrial são indiscutivelmente as grandes responsáveis pela tragédia que aflora nos tempos atuais. Numa análise histórica, podemos dizer que os nobres medievais dispunham de menos conforto que o mais miserável dos contemporâneos, o que flagra a mudança radical, não apenas de hábitos, mas também da acessibilidade aos ditos bens de consumo. Emerge um novo paradigma, sustentado por um consenso liberal de que todos têm o direito ao acesso a bens que garantam não apenas sobrevivência biológica, mas social.
Deste paradigma surge o sentimento de onipotência gerado pela “racionalização” das relações homem x natureza, fazendo-os verdadeiros rivais. Esta postura “biocida” estabeleceu uma realidade caótica, de resultados alarmantes, a ponto de estabelecer, em poucas décadas, a perspectiva de sobrevida do planeta.
A relação de dominante e dominado, estabelecida entre homem e natureza, se deu através de meios de exploração em relação aos recursos naturais, fontes de energia, etc. Ocorre que esta postura pela sobrevivência econômica e social pôs em risco a mais elementar e fundamental das sobrevivências: a biológica. Visto de forma mais complexa o grande desafio é a sobrevivência planetária.
O gestor, desta forma, há que se voltar não apenas para os interesses e apelo do mercado, mas para a perspectiva de modificá-lo para que esta sobrevivência ocorra com dignidade. Trata-se de uma atitude ética, cooperativa,compassiva, em que, cada qual, se perceba co-responsável pelo planeta que se deixará para quem está por vir.
Por AE, Agencia Estado, Atualizado: 18/12/2009 8:00
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Em biologia, sobretudo na ecologia e ambientologia, meio ambiente é o conjunto de todos os factores que afetam diretamente o metabolismo ou o comportamento dos seres vivos que habitam no mesmo ambiente, que é chamado de biótopo. Esses factores incluem a luz, o ar, a água, o solo (chamados factores abióticos) e os próprios seres vivos, nas suas relações ecológicas (factores bióticos).
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Impactos ambientais
é todo efeito no meio ambiente causado pelas alterações e/ou atividades do ser humano.
Conforme o tipo de intervenção, modificações produzidas e eventos posteriores, pode-se avaliar qualitativa e quantitativamente o impacto, classificando-o de caráter "positivo" ou "negativo", ecológico, social e/ou econômico.
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Mudanças climáticas
efeito estufa e aquecimento global → derretimento dos pólos → inundações
refere-se à variação do clima em escala global ou dos climas regionais da Terra ao longo do
tempo. Estas variações dizem respeito a mudanças de temperatura, precipitação, nebulosidade e outros fenômenos climáticos em relação às médias históricas. Tais variações podem alteram as características climáticas da terra.
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Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.
Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.
A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.
Para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista 4 requisitos básicos. Esse empreendimento tem de ser:
*ecologicamente correcto;
*economicamente viável;
*socialmente justo; e
*culturalmente aceito.
Um exemplo real de comunidades humanas que praticam a sustentabilidade em todos níveis são as ecovilas.
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24 janeiro 2010
CONCEITOS DA ECOGESTÃO (1)
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23 janeiro 2010
Consumo Consciente
Texto retirado do site Akatu.
Pense rápido: o que é consumo? A palavra é bem conhecida de todos e, seguramente, tem algum significado para você. Consumir implica em um processo de seis etapas que, normalmente, realizamos de modo automático e, mais ainda, muitas vezes impulsivo. O mais comum é as pessoas associarem consumo a compras, o que está correto, mas incompleto, pois não engloba todo o sentido do verbo. A compra é apenas uma etapa do consumo. Antes dela, temos que decidir o que consumir, por que consumir, como consumir e de quem consumir. Depois de refletir a respeito desses pontos é que partimos para a compra. E após a compra, existe o uso e o descarte do que foi adquirido.
Considerando todos esses aspectos do consumo, você vai ver que ele está presente praticamente o tempo todo em nossas vidas. Ao acordar, vamos ao banheiro e consumimos água, eletricidade, pasta de dente e sabonete. Depois tomamos café-da-manhã e lá vai café, pão, manteiga, geléia, frutas, água, eletricidade. E mais água para fazer o café e para lavar a louça. Quando saímos para o trabalho, a menos que se vá a pé ou de bicicleta, consumimos combustível, mesmo que seja do ônibus, e no caso do metrô, energia elétrica. Dependendo da ocupação de cada um, haverá diferentes tipos de consumo, mas é quase certo que haverá uso de eletricidade, papel e cafezinho, por exemplo. Portanto, mesmo que você passe o dia todo sem sequer abrir a carteira, terá consumido muita coisa.
Por isso o consumo é algo muito importante e que provoca diversos impactos. Primeiro em nós mesmos, já que temos que arcar com as despesas do consumo e também nos beneficiamos do bem estar derivado dele. Depois, o impacto na economia, porque ao adquirirmos algo, movimentamos a máquina de produção e distribuição, ativando a economia. Também afeta a sociedade, porque é dentro dela que ocorrem a produção, as trocas e as transformações provocadas pelo consumo. E por fim, o impacto sobre a natureza, que nos fornece as matérias-primas para a produção de tudo o que consumimos.
O consumo é um dos nossos grandes instrumentos de bem estar, mas precisamos aprender a produzir e consumir os bens e serviços de uma maneira diferente da atual, visto que o modelo hoje utilizado de produção e consumo contribuiu para aprofundar alguns aspectos da desigualdade social e do desequilíbrio ambiental. Mas as coisas não precisam ser assim e existe um enorme potencial para que o consumo que nos trouxe a essa situação, se exercido de outra forma, nos tire dela. Vamos ver como?
Consumo Consciente

Bem, agora que você já sabe que muitos dos nossos atos são atos de consumo e que eles impactam a sua vida e as condições da vida no planeta, chegou a hora de saber como você pode usar suas escolhas de consumo para ajudar a construir um mundo social e ambientalmente melhor. O caminho passa pela adoção do consumo consciente. E o que é consumo consciente? É consumir levando em consideração os impactos provocados pelo consumo. Explicando melhor: o consumidor pode, por meio de suas escolhas, buscar maximizar os impactos positivos e minimizar os negativos dos seus atos de consumo, e desta forma contribuir com seu poder de consumo para construir um mundo melhor. Isso é Consumo Consciente. Em poucas palavras, é um consumo com consciência de seu impacto e voltado à sustentabilidade.
O consumidor consciente busca o equilíbrio entre a sua satisfação pessoal e a sustentabilidade do planeta, lembrando que a sustentabilidade implica em um modelo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável. O consumidor consciente reflete a respeito de seus atos de consumo e como eles irão repercutir não só sobre si mesmo, mas também sobre as relações sociais, a economia e a natureza. O consumidor consciente também busca disseminar o conceito e a prática do consumo consciente, fazendo com que pequenos gestos de consumo realizados por um número muito grande de pessoas promovam grandes transformações.
O consumo consciente pode ser praticado no dia-a-dia, por meio de gestos simples que levem em conta os impactos da compra, uso ou descarte de produtos ou serviços. Tais gestos incluem o uso e descarte de recursos naturais como a água, a compra, uso e descarte dos diversos produtos ou serviços, e a escolha das empresas das quais comprar, em função de sua responsabilidade sócio-ambiental. Assim, o consumo consciente é uma contribuição voluntária, cotidiana e solidária para garantir a sustentabilidade da vida no planeta.
Praticar o consumo consciente consiste numa atitude de liberdade de escolha e de protagonismo da própria existência. É uma tomada de posição clara, democrática e ética. O consumo consciente fatalmente irá gerar uma reflexão e tal reflexão pelos consumidores deverá gerar uma cadeia de estímulos que irá contagiar positivamente as empresas e seus funcionários, sua família, colegas e amigos que, diante do exemplo, serão impelidos a refletir sobre os seus próprios atos de consumo.
Para ficar mais claro, vamos dar um exemplo simples. Você já deve ter ouvido falar que a água é um recurso natural escasso e que cerca de 30% da população mundial não tem acesso à água tratada de boa qualidade. Portanto, mesmo que você consiga arcar com sua conta de água, e portanto possa, em princípio, gastar o montante de água que lhe aprouver, tal fato trará como impacto a não disponibilidade de água, um recurso precioso e muito escasso, para um grande número de pessoas. Além disso, antes da água chegar à sua torneira, ela é tratada. Esse tratamento custa dinheiro. Se você economizar, o volume de água tratada será menor e os custos serão mais baixos. Caso contrário, para aumentar o abastecimento, a prefeitura terá de investir em novas estações de tratamento, que exigirão investimentos e usarão o dinheiro que poderia ser aplicado em outras áreas, tais como saúde, educação ou transporte. Um outro ponto a considerar é que, se a água for usada em quantidade maior do que a realmente necessária, talvez as fontes usadas já não consigam atender a demanda. Se isso acontecer, as autoridades terão de buscar água mais longe, o que provavelmente vai encarecer o custo da água e vai dificultar o acesso a ela pelas populações de mais baixa renda.
A falta de água de boa qualidade provoca diversos males. Entre 1995 e 2000, só no Brasil, ocorrerram 700 mil internações hospitalares por doenças relacionadas à falta de água e saneamento básico. Portanto, quando você fecha a torneira ao escovar os dentes, ao se ensaboar no banho e ao lavar a louça, você está praticando um ato de consumo consciente, um ato que terá um impacto positivo sobre a sociedade porque ajudará a preservar água para os outros; terá um impacto positivo para a economia porque adiará a necessidade de novos investimentos no setor; terá um impacto positivo sobre a natureza porque não estará pressionando as nascentes; e terá um impacto positivo para você, que vai economizar na conta de água.
CONSUMO CONSCIENTE
O quer fazer - Dicas
Água
* Economize no banheiro
* Elimine os vazamentos
* Não deixe uma torneira pingando
* Use a vassoura, e não a mangueira, para varrer a calçada
* Use os dois lados de uma folha de papel
* Instale torneiras com sensores automáticos
* Use uma bacia para lavar a louça
* Escove os dentes com a torneira fechada
* Diminua o tempo do banho
Alimentos
* Faça o alimento durar mais
* Produtos regionais são muito gostosos
* Prefira produtos da estação
* Aproveite as partes boas de verduras e legumes
* Não jogue fora as sobras
* Cuidado ao manipular os alimentos
* Faça o cardápio da semana
* Não se preocupe com a aparência dos alimentos
Reciclagem
* Evite mercadorias com muitas embalagens
* Compre produtos ambientalmente corretos
* Compre somente o necessário
* Exerça sua cidadania e cobre providências dos governantes
* Separe corretamente o lixo para reciclagem
* Economize papel
* Não jogue no lixo o que você pode doar
* Compacte o lixo, antes de jogá-lo fora
* Evite o desperdício de alimentos
* Leve sua própria sacola ao fazer compras
Energia
* Faça economia com a geladeira
* Economize energia ao lavar e passar a roupa
* Ilumine sua casa sem desperdício
* Use o ar-condicionado com moderação
* Evite usar aparelhos elétricos ou eletrônicos no horário de pico
* Diminua o tempo do banho
* Gaste menos combustível com o carro
* Deixe o carro na garagem um dia por semana
* Prefira equipamentos com selo Procel
Pense rápido: o que é consumo? A palavra é bem conhecida de todos e, seguramente, tem algum significado para você. Consumir implica em um processo de seis etapas que, normalmente, realizamos de modo automático e, mais ainda, muitas vezes impulsivo. O mais comum é as pessoas associarem consumo a compras, o que está correto, mas incompleto, pois não engloba todo o sentido do verbo. A compra é apenas uma etapa do consumo. Antes dela, temos que decidir o que consumir, por que consumir, como consumir e de quem consumir. Depois de refletir a respeito desses pontos é que partimos para a compra. E após a compra, existe o uso e o descarte do que foi adquirido.
Considerando todos esses aspectos do consumo, você vai ver que ele está presente praticamente o tempo todo em nossas vidas. Ao acordar, vamos ao banheiro e consumimos água, eletricidade, pasta de dente e sabonete. Depois tomamos café-da-manhã e lá vai café, pão, manteiga, geléia, frutas, água, eletricidade. E mais água para fazer o café e para lavar a louça. Quando saímos para o trabalho, a menos que se vá a pé ou de bicicleta, consumimos combustível, mesmo que seja do ônibus, e no caso do metrô, energia elétrica. Dependendo da ocupação de cada um, haverá diferentes tipos de consumo, mas é quase certo que haverá uso de eletricidade, papel e cafezinho, por exemplo. Portanto, mesmo que você passe o dia todo sem sequer abrir a carteira, terá consumido muita coisa.
Por isso o consumo é algo muito importante e que provoca diversos impactos. Primeiro em nós mesmos, já que temos que arcar com as despesas do consumo e também nos beneficiamos do bem estar derivado dele. Depois, o impacto na economia, porque ao adquirirmos algo, movimentamos a máquina de produção e distribuição, ativando a economia. Também afeta a sociedade, porque é dentro dela que ocorrem a produção, as trocas e as transformações provocadas pelo consumo. E por fim, o impacto sobre a natureza, que nos fornece as matérias-primas para a produção de tudo o que consumimos.
O consumo é um dos nossos grandes instrumentos de bem estar, mas precisamos aprender a produzir e consumir os bens e serviços de uma maneira diferente da atual, visto que o modelo hoje utilizado de produção e consumo contribuiu para aprofundar alguns aspectos da desigualdade social e do desequilíbrio ambiental. Mas as coisas não precisam ser assim e existe um enorme potencial para que o consumo que nos trouxe a essa situação, se exercido de outra forma, nos tire dela. Vamos ver como?
Consumo Consciente

Bem, agora que você já sabe que muitos dos nossos atos são atos de consumo e que eles impactam a sua vida e as condições da vida no planeta, chegou a hora de saber como você pode usar suas escolhas de consumo para ajudar a construir um mundo social e ambientalmente melhor. O caminho passa pela adoção do consumo consciente. E o que é consumo consciente? É consumir levando em consideração os impactos provocados pelo consumo. Explicando melhor: o consumidor pode, por meio de suas escolhas, buscar maximizar os impactos positivos e minimizar os negativos dos seus atos de consumo, e desta forma contribuir com seu poder de consumo para construir um mundo melhor. Isso é Consumo Consciente. Em poucas palavras, é um consumo com consciência de seu impacto e voltado à sustentabilidade.
O consumidor consciente busca o equilíbrio entre a sua satisfação pessoal e a sustentabilidade do planeta, lembrando que a sustentabilidade implica em um modelo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável. O consumidor consciente reflete a respeito de seus atos de consumo e como eles irão repercutir não só sobre si mesmo, mas também sobre as relações sociais, a economia e a natureza. O consumidor consciente também busca disseminar o conceito e a prática do consumo consciente, fazendo com que pequenos gestos de consumo realizados por um número muito grande de pessoas promovam grandes transformações.
O consumo consciente pode ser praticado no dia-a-dia, por meio de gestos simples que levem em conta os impactos da compra, uso ou descarte de produtos ou serviços. Tais gestos incluem o uso e descarte de recursos naturais como a água, a compra, uso e descarte dos diversos produtos ou serviços, e a escolha das empresas das quais comprar, em função de sua responsabilidade sócio-ambiental. Assim, o consumo consciente é uma contribuição voluntária, cotidiana e solidária para garantir a sustentabilidade da vida no planeta.
Praticar o consumo consciente consiste numa atitude de liberdade de escolha e de protagonismo da própria existência. É uma tomada de posição clara, democrática e ética. O consumo consciente fatalmente irá gerar uma reflexão e tal reflexão pelos consumidores deverá gerar uma cadeia de estímulos que irá contagiar positivamente as empresas e seus funcionários, sua família, colegas e amigos que, diante do exemplo, serão impelidos a refletir sobre os seus próprios atos de consumo.
Para ficar mais claro, vamos dar um exemplo simples. Você já deve ter ouvido falar que a água é um recurso natural escasso e que cerca de 30% da população mundial não tem acesso à água tratada de boa qualidade. Portanto, mesmo que você consiga arcar com sua conta de água, e portanto possa, em princípio, gastar o montante de água que lhe aprouver, tal fato trará como impacto a não disponibilidade de água, um recurso precioso e muito escasso, para um grande número de pessoas. Além disso, antes da água chegar à sua torneira, ela é tratada. Esse tratamento custa dinheiro. Se você economizar, o volume de água tratada será menor e os custos serão mais baixos. Caso contrário, para aumentar o abastecimento, a prefeitura terá de investir em novas estações de tratamento, que exigirão investimentos e usarão o dinheiro que poderia ser aplicado em outras áreas, tais como saúde, educação ou transporte. Um outro ponto a considerar é que, se a água for usada em quantidade maior do que a realmente necessária, talvez as fontes usadas já não consigam atender a demanda. Se isso acontecer, as autoridades terão de buscar água mais longe, o que provavelmente vai encarecer o custo da água e vai dificultar o acesso a ela pelas populações de mais baixa renda.
A falta de água de boa qualidade provoca diversos males. Entre 1995 e 2000, só no Brasil, ocorrerram 700 mil internações hospitalares por doenças relacionadas à falta de água e saneamento básico. Portanto, quando você fecha a torneira ao escovar os dentes, ao se ensaboar no banho e ao lavar a louça, você está praticando um ato de consumo consciente, um ato que terá um impacto positivo sobre a sociedade porque ajudará a preservar água para os outros; terá um impacto positivo para a economia porque adiará a necessidade de novos investimentos no setor; terá um impacto positivo sobre a natureza porque não estará pressionando as nascentes; e terá um impacto positivo para você, que vai economizar na conta de água.
CONSUMO CONSCIENTE
- É consumir diferente: tendo no consumo um instrumento de bem estar e não fim em si mesmo
- É consumir solidariamente: buscando os impactos positivos do consumo para o bem estar da sociedade e do meio ambiente
- É consumir sustentavelmente: deixando um mundo melhor para as próximas gerações
O quer fazer - Dicas
Água
* Economize no banheiro
* Elimine os vazamentos
* Não deixe uma torneira pingando
* Use a vassoura, e não a mangueira, para varrer a calçada
* Use os dois lados de uma folha de papel
* Instale torneiras com sensores automáticos
* Use uma bacia para lavar a louça
* Escove os dentes com a torneira fechada
* Diminua o tempo do banho
Alimentos
* Faça o alimento durar mais
* Produtos regionais são muito gostosos
* Prefira produtos da estação
* Aproveite as partes boas de verduras e legumes
* Não jogue fora as sobras
* Cuidado ao manipular os alimentos
* Faça o cardápio da semana
* Não se preocupe com a aparência dos alimentos
Reciclagem
* Evite mercadorias com muitas embalagens
* Compre produtos ambientalmente corretos
* Compre somente o necessário
* Exerça sua cidadania e cobre providências dos governantes
* Separe corretamente o lixo para reciclagem
* Economize papel
* Não jogue no lixo o que você pode doar
* Compacte o lixo, antes de jogá-lo fora
* Evite o desperdício de alimentos
* Leve sua própria sacola ao fazer compras
Energia
* Faça economia com a geladeira
* Economize energia ao lavar e passar a roupa
* Ilumine sua casa sem desperdício
* Use o ar-condicionado com moderação
* Evite usar aparelhos elétricos ou eletrônicos no horário de pico
* Diminua o tempo do banho
* Gaste menos combustível com o carro
* Deixe o carro na garagem um dia por semana
* Prefira equipamentos com selo Procel
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O que é Permacultura?
Texto retirado do site: Permear
Permacultura é algo fácil de identificar com um monte de desejos pessoais profundos entre aquelas pessoas que sonham com paz, harmonia e abundância. Mas leva-se muito tempo para entender. Não se sinta desencorajado o leitor que está ansioso por conhecer a Permacultura ou aquele que julgava tê-la compreendido: os conceitos estão dados e são até bastante claros. A verdade é que as coisas mais importantes da vida exigem tempo e dedicação, tanto mais quando representam quebras de paradigmas.
Assumir para nossas vidas aquilo que é radicalmente novo não é tarefa fácil – no mais das vezes enfrentamos nossos próprios limites de compreensão e aceitação. Por isso, é preciso coragem, fé e determinação para tornar-se um permacultor. E tomar o tempo como aliado.
Nas palavras de Bill Mollison de que mais gosto, a Permacultura é “uma tentativa de se criar um Jardim do Éden”, bolando e organizando a vida de forma a que ela seja abundante para todos, sem prejuízo para o meio ambiente. Parece utópico, mas nós praticantes sabemos que é algo possível e para o qual existem princípios, métodos e estratégias bastante factíveis. Os exemplos estão aí, para quem quiser ver, nos cinco continentes e em mais de uma centena de países.

Conceitos
Os australianos Bill Mollison e David Holmgren, criadores da Permacultura, cunharam esta palavra nos anos 70 para referenciar “um sistema evolutivo integrado de espécies vegetais e animais perenes úteis ao homem”. Estavam buscando os princípios de uma Agricultura Permanente. Logo depois, o conceito evoluiu para “um sistema de planejamento para a criação de ambientes humanos sustentáveis” , como resultado de um salto na busca de uma Cultura Permanente, envolvendo aspectos éticos, socioeconômicos e ambientais.
Para tornar o conceito mais claro, pode-se acrescentar que a Permacultura oferece as ferramentas para o planejamento, a implantação e a manutenção de ecossistemas cultivados no campo e nas cidades, de modo a que eles tenham a diversidade, a estabilidade e a resistência dos ecossistemas naturais. Alimento saudável, habitação e energia devem ser providos de forma sustentável para criar culturas permanentes.
No centro da atividade do permacultor está o design, tomado como planejamento consciente para tornar possível, entre outras coisas, a utilização da terra sem desperdício ou poluição, a restauração de paisagens degradadas e o consumo mínimo de energia. Este processo, segundo André Soares, permacultor do Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado – IPEC, deve ser dinâmico, contínuo e orientado para a aplicação de padrões naturais, contendo sub-processos de organização de elementos dentro de determinados contextos.
No primeiro nível, a ação do permacultor volta-se principalmente para áreas agrícolas com o propósito de reverter situações dramáticas de degradação sócio-ambiental. “Culturas não sobrevivem muito tempo sem uma agricultura sustentável”, assegura Bill Mollison. No entanto, os sistemas permaculturais devem evoluir, com designs arrojados, para a construção de sociedades economicamente viáveis, socialmente justas, culturalmente sensíveis, dotadas de agroecossistemas que sejam produtivos e conservadores de recursos naturais.
Cooperação e solidariedade
A Permacultura exige uma mudança de atitude que consiste basicamente em fazer os seres humanos viver de forma integrada ao meio ambiente, alimentando os ciclos vitais da natureza. Como ciência ambiental, reconhece os próprios limites e por isso nasceu amparada por uma ética fundadora de ações comuns para o bem do sistema Terra.
Mollison e Holmgren buscaram princípios éticos universais surgidos no seio de sociedades indígenas e de tradições espirituais, que estão orientados na lógica básica do universo de cooperação e solidariedade. Não é possível praticar a Permacultura sem observá-los.
Primeiro, será preciso assumir a ética do cuidado com a Mãe-Terra para garantir a manutenção e a multiplicação dos sistemas vivos. Depois, o cuidado com as pessoas para a promoção da autoconfiança e da responsabilidade comunitária. E por fim, aprender a governar nossas próprias necessidades, impor limites ao consumo e repartir o excedente para facilitar o acesso de todos aos recursos necessários à sobrevivência, preservando-os para as gerações futuras.
Como parte dos sistemas vivos da Terra e tendo desenvolvido o potencial para desfazer a sustentabilidade do planeta, nós temos como missão criar agora uma sociedade de justiça, igualdade e fraternidade, a começar pelos marginalizados e excluídos, com relações mais benevolentes e sinergéticas com a natureza e de maior colaboração entre os vários povos, culturas e religiões.
Toda ética tem a ver com práticas que querem ser eficazes. “A ética da Permacultura serve bem para iluminar nossos esforços diários de trabalho com a natureza a partir de observações prolongadas e cuidadosas, com base nos saberes tradicionais e na ciência moderna, substituindo ações impensadas e imaturas por planejamento consciente”, assevera Bill Mollison. A chave é estabelecer relações harmoniosas entre as pessoas e os elementos da paisagem.
Design para a sustentabilidade
O trabalho do permacultor está baseado em princípios e métodos de design para orientar padrões naturais de crescimento e regeneração, em sistemas perenes, abundantes e auto-reguladores.
Earle Barnhart, permacultor de Massachussets (USA), escreveu que a regra cardinal do projeto da permacultura é maximizar as conexões funcionais. Isso quer dizer, combinar as qualidades de elementos da natureza e de elementos da criação humana para construir sistemas de armazenamento de energia. Não haveria nada de revolucionário nisso se as sociedades modernas agissem com base no bom senso.
Mas a história é bem outra e, por isso, a Permacultura, embora seja a “ciência do óbvio”, como gostam de dizer alguns de nós, está fazendo revoluções nas cabeças de jovens, adultos e idosos, oferecendo-lhes, em vez de sistemas fechados e fragmentários, o paradigma holístico contemporâneo, que tudo articula e re-laciona, para a construção de projetos abertos ao infinito.
As estratégias de design da Permacultura não existem apenas para o planejamento de propriedades abundantes em energia – este é apenas o primeiro nível de ação do permacultor. É possível desenhar também sistemas de transporte, educação, saúde, industrialização, comércio e finanças, distribuição de terras, comunicação e governança, entre outros, para criar sociedades prósperas, cooperativas, justas e responsáveis. O sonho é possível: a ética cria possibilidades de consensos, coordena ações, coíbe práticas nefastas, oferece os valores imprescindíveis para podermos viver bem.
A história da Permacultura no Brasil
Não faz muito tempo, em 1992, Bill Mollison ministrou um curso de Permacultura no Rio Grande do Sul e estabeleceu um marco inaugural: de lá para cá, a Permacultura desenvolveu-se no Brasil, conquistando dia após dia um número crescente de praticantes.
Hoje, a Permacultura encontra-se nas esferas governamentais e surge como projeto alternativo de criação do primeiro emprego para jovens entre 16 e 24 anos. Este ano, cerca de 1.300 jovens do Distrito Federal e municípios do entorno serão capacitados para trabalhar com os princípios da Permacultura e criar redes de empreendimentos agroindustriais. O projeto é da Agência Mandalla DHSA e tem financiamento do Ministério do Trabalho e Emprego.
A Agência Mandalla DHSA, com sede na Paraíba, é uma OSCIP que está desenvolvendo tecnologias Sociais com base na ética e nos princípios e métodos de design permacultural, alcançando para a Permacultura a maior repercussão já vista no país (leia seção da página 4). Em menos de três anos, chegou a mais de 80 municípios de nove estados brasileiros, beneficiando diretamente duas mil pessoas com a garantia da segurança alimentar e a geração de excedentes para a comercialização. Entre as famílias beneficiadas, a renda média é de R$400,00 ao mês, sendo que há exemplos de agricultores auferindo renda mensal de R$1.700,00.
Os Institutos de Permacultura
São oito no total, atuando de forma diversa. Aqueles que fundaram a RBP, Rede Brasileira de Permacultura (IPAB, em Santa Catarina, IPA, no Amazonas, IPEC, em Goiás e IPEP, no Rio Grande do Sul), funcionam como centros de pesquisa, formação e demonstração de tecnologias apropriadas, com apoio financeiro da PAL – Permacultura América Latina, instituição comandada pelo iraniano Ali Sharif, com sede em Santa Fé, Estados Unidos. A única exceção é o IPAB, que não possui centro demonstrativo e, por isso, atua de forma independente, dispensando financiamentos vindos do estrangeiro através da PAL.
A ação institucional do IPAB está voltada para pequenos agricultores e tem a parceria de sindicatos, prefeituras, ONGs e movimentos sociais. Os sistemas permaculturais fomentados pelo IPAB estão nas Unidades de Produção Familiar. O instituto atua também na multiplicação de conhecimentos em Permacultura através do Projeto de Formação de Professores.
A exemplo do IPAB, o Instituto de Permacultura da Bahia (IPB), o Instituto de Permacultura
Cerrado Pantanal e o IPEMA (Instituto de Permacultura da Mata Atlântica), possuem projetos sociais e muitos parceiros, mas não fazem parte da RBP. A título de ilustração, cito o Projeto Policultura no Semi-Árido, implantado no sertão da Bahia, atendendo hoje 700 famílias de pequenos agricultores. Com o apoio do IPB, as famílias estão desenvolvendo sistemas agroflorestais e garantindo para si segurança alimentar, trabalho e renda. O projeto ajuda os sertanejos a combater a desertificação e conviver harmoniosamente com a caatinga.
O IPOEMA (Instituto de Permacultura: Organização, Ecovilas e Meio Ambiente), no Distrito Federal, que é o mais novo entre os institutos brasileiros, vai atuar fortemente no atendimento a comunidades locais e tradicionais, além de trabalhar com pesquisa e formação de novos permacultores.
Por enquanto, há pouca ou nenhuma interação entre os institutos de Permacultura do Brasil.
Rede Permear de Permacultores
Criada no ano passado, inaugurou um novo caminho para a Permacultura em nosso país. Em concordância com as palavras de David Holmgren, que citarei em seguida, ouso dizer que a Rede Permear é a prova de maturidade do processo de desenvolvimento da Permacultura no Brasil: “Quando o campo de trabalho é novo, as relações de competição prevalecem, exatamente como nos sistemas naturais imaturos e de rápido crescimento. Mesmo na Permacultura, que está fortemente enraizada na cooperação, a competição tem acontecido, causando estranheza, mas, sobretudo, mostrando quando o processo ainda não amadureceu. Em ecossistemas maduros, assim como em sociedades tradicionais estáveis, as relações tendem a se tornar mais mutualísticas e simbióticas”.
A Rede Permear chegou lá: integra hoje catorze projetos autônomos em quatro estados brasileiros (Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) e mais o Distrito Federal. Os projetos são chamados de autônomos porque são iniciativas de pessoas, famílias e comunidades que trabalham em cooperação e com recursos próprios para multiplicar os conhecimentos em Permacultura (todos recebem formação como professores do IPAB) e para oferecer exemplos de sistemas produtivos de apoio à vida no lugar onde moram.
Nós da Rede Permear costumamos dizer que a nossa teia deve alcançar todo permacultor ou grupo de permacultores cujo trabalho tem como princípio de ação a ética da Permacultura. E queremos para esta rede tudo aquilo que um sistema permacultural deve conter: diversidade e abundância de idéias e projetos, cooperação, solidariedade, sinergia, diálogo e amor, muito amor. Por fim, que seja para todos um caminho de transformação.
Para conhecer grupos e experiências de Permacultura no Brasil clique aqui.
Permacultura é algo fácil de identificar com um monte de desejos pessoais profundos entre aquelas pessoas que sonham com paz, harmonia e abundância. Mas leva-se muito tempo para entender. Não se sinta desencorajado o leitor que está ansioso por conhecer a Permacultura ou aquele que julgava tê-la compreendido: os conceitos estão dados e são até bastante claros. A verdade é que as coisas mais importantes da vida exigem tempo e dedicação, tanto mais quando representam quebras de paradigmas.
Assumir para nossas vidas aquilo que é radicalmente novo não é tarefa fácil – no mais das vezes enfrentamos nossos próprios limites de compreensão e aceitação. Por isso, é preciso coragem, fé e determinação para tornar-se um permacultor. E tomar o tempo como aliado.
Nas palavras de Bill Mollison de que mais gosto, a Permacultura é “uma tentativa de se criar um Jardim do Éden”, bolando e organizando a vida de forma a que ela seja abundante para todos, sem prejuízo para o meio ambiente. Parece utópico, mas nós praticantes sabemos que é algo possível e para o qual existem princípios, métodos e estratégias bastante factíveis. Os exemplos estão aí, para quem quiser ver, nos cinco continentes e em mais de uma centena de países.

Conceitos
Os australianos Bill Mollison e David Holmgren, criadores da Permacultura, cunharam esta palavra nos anos 70 para referenciar “um sistema evolutivo integrado de espécies vegetais e animais perenes úteis ao homem”. Estavam buscando os princípios de uma Agricultura Permanente. Logo depois, o conceito evoluiu para “um sistema de planejamento para a criação de ambientes humanos sustentáveis” , como resultado de um salto na busca de uma Cultura Permanente, envolvendo aspectos éticos, socioeconômicos e ambientais.
Para tornar o conceito mais claro, pode-se acrescentar que a Permacultura oferece as ferramentas para o planejamento, a implantação e a manutenção de ecossistemas cultivados no campo e nas cidades, de modo a que eles tenham a diversidade, a estabilidade e a resistência dos ecossistemas naturais. Alimento saudável, habitação e energia devem ser providos de forma sustentável para criar culturas permanentes.
No centro da atividade do permacultor está o design, tomado como planejamento consciente para tornar possível, entre outras coisas, a utilização da terra sem desperdício ou poluição, a restauração de paisagens degradadas e o consumo mínimo de energia. Este processo, segundo André Soares, permacultor do Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado – IPEC, deve ser dinâmico, contínuo e orientado para a aplicação de padrões naturais, contendo sub-processos de organização de elementos dentro de determinados contextos.
No primeiro nível, a ação do permacultor volta-se principalmente para áreas agrícolas com o propósito de reverter situações dramáticas de degradação sócio-ambiental. “Culturas não sobrevivem muito tempo sem uma agricultura sustentável”, assegura Bill Mollison. No entanto, os sistemas permaculturais devem evoluir, com designs arrojados, para a construção de sociedades economicamente viáveis, socialmente justas, culturalmente sensíveis, dotadas de agroecossistemas que sejam produtivos e conservadores de recursos naturais.
Cooperação e solidariedade
A Permacultura exige uma mudança de atitude que consiste basicamente em fazer os seres humanos viver de forma integrada ao meio ambiente, alimentando os ciclos vitais da natureza. Como ciência ambiental, reconhece os próprios limites e por isso nasceu amparada por uma ética fundadora de ações comuns para o bem do sistema Terra.
Mollison e Holmgren buscaram princípios éticos universais surgidos no seio de sociedades indígenas e de tradições espirituais, que estão orientados na lógica básica do universo de cooperação e solidariedade. Não é possível praticar a Permacultura sem observá-los.
Primeiro, será preciso assumir a ética do cuidado com a Mãe-Terra para garantir a manutenção e a multiplicação dos sistemas vivos. Depois, o cuidado com as pessoas para a promoção da autoconfiança e da responsabilidade comunitária. E por fim, aprender a governar nossas próprias necessidades, impor limites ao consumo e repartir o excedente para facilitar o acesso de todos aos recursos necessários à sobrevivência, preservando-os para as gerações futuras.
Como parte dos sistemas vivos da Terra e tendo desenvolvido o potencial para desfazer a sustentabilidade do planeta, nós temos como missão criar agora uma sociedade de justiça, igualdade e fraternidade, a começar pelos marginalizados e excluídos, com relações mais benevolentes e sinergéticas com a natureza e de maior colaboração entre os vários povos, culturas e religiões.
Toda ética tem a ver com práticas que querem ser eficazes. “A ética da Permacultura serve bem para iluminar nossos esforços diários de trabalho com a natureza a partir de observações prolongadas e cuidadosas, com base nos saberes tradicionais e na ciência moderna, substituindo ações impensadas e imaturas por planejamento consciente”, assevera Bill Mollison. A chave é estabelecer relações harmoniosas entre as pessoas e os elementos da paisagem.
Design para a sustentabilidade
O trabalho do permacultor está baseado em princípios e métodos de design para orientar padrões naturais de crescimento e regeneração, em sistemas perenes, abundantes e auto-reguladores.
Earle Barnhart, permacultor de Massachussets (USA), escreveu que a regra cardinal do projeto da permacultura é maximizar as conexões funcionais. Isso quer dizer, combinar as qualidades de elementos da natureza e de elementos da criação humana para construir sistemas de armazenamento de energia. Não haveria nada de revolucionário nisso se as sociedades modernas agissem com base no bom senso.
Mas a história é bem outra e, por isso, a Permacultura, embora seja a “ciência do óbvio”, como gostam de dizer alguns de nós, está fazendo revoluções nas cabeças de jovens, adultos e idosos, oferecendo-lhes, em vez de sistemas fechados e fragmentários, o paradigma holístico contemporâneo, que tudo articula e re-laciona, para a construção de projetos abertos ao infinito.
As estratégias de design da Permacultura não existem apenas para o planejamento de propriedades abundantes em energia – este é apenas o primeiro nível de ação do permacultor. É possível desenhar também sistemas de transporte, educação, saúde, industrialização, comércio e finanças, distribuição de terras, comunicação e governança, entre outros, para criar sociedades prósperas, cooperativas, justas e responsáveis. O sonho é possível: a ética cria possibilidades de consensos, coordena ações, coíbe práticas nefastas, oferece os valores imprescindíveis para podermos viver bem.
A história da Permacultura no Brasil
Não faz muito tempo, em 1992, Bill Mollison ministrou um curso de Permacultura no Rio Grande do Sul e estabeleceu um marco inaugural: de lá para cá, a Permacultura desenvolveu-se no Brasil, conquistando dia após dia um número crescente de praticantes.
Hoje, a Permacultura encontra-se nas esferas governamentais e surge como projeto alternativo de criação do primeiro emprego para jovens entre 16 e 24 anos. Este ano, cerca de 1.300 jovens do Distrito Federal e municípios do entorno serão capacitados para trabalhar com os princípios da Permacultura e criar redes de empreendimentos agroindustriais. O projeto é da Agência Mandalla DHSA e tem financiamento do Ministério do Trabalho e Emprego.
A Agência Mandalla DHSA, com sede na Paraíba, é uma OSCIP que está desenvolvendo tecnologias Sociais com base na ética e nos princípios e métodos de design permacultural, alcançando para a Permacultura a maior repercussão já vista no país (leia seção da página 4). Em menos de três anos, chegou a mais de 80 municípios de nove estados brasileiros, beneficiando diretamente duas mil pessoas com a garantia da segurança alimentar e a geração de excedentes para a comercialização. Entre as famílias beneficiadas, a renda média é de R$400,00 ao mês, sendo que há exemplos de agricultores auferindo renda mensal de R$1.700,00.
Os Institutos de Permacultura
São oito no total, atuando de forma diversa. Aqueles que fundaram a RBP, Rede Brasileira de Permacultura (IPAB, em Santa Catarina, IPA, no Amazonas, IPEC, em Goiás e IPEP, no Rio Grande do Sul), funcionam como centros de pesquisa, formação e demonstração de tecnologias apropriadas, com apoio financeiro da PAL – Permacultura América Latina, instituição comandada pelo iraniano Ali Sharif, com sede em Santa Fé, Estados Unidos. A única exceção é o IPAB, que não possui centro demonstrativo e, por isso, atua de forma independente, dispensando financiamentos vindos do estrangeiro através da PAL.
A ação institucional do IPAB está voltada para pequenos agricultores e tem a parceria de sindicatos, prefeituras, ONGs e movimentos sociais. Os sistemas permaculturais fomentados pelo IPAB estão nas Unidades de Produção Familiar. O instituto atua também na multiplicação de conhecimentos em Permacultura através do Projeto de Formação de Professores.
A exemplo do IPAB, o Instituto de Permacultura da Bahia (IPB), o Instituto de Permacultura
Cerrado Pantanal e o IPEMA (Instituto de Permacultura da Mata Atlântica), possuem projetos sociais e muitos parceiros, mas não fazem parte da RBP. A título de ilustração, cito o Projeto Policultura no Semi-Árido, implantado no sertão da Bahia, atendendo hoje 700 famílias de pequenos agricultores. Com o apoio do IPB, as famílias estão desenvolvendo sistemas agroflorestais e garantindo para si segurança alimentar, trabalho e renda. O projeto ajuda os sertanejos a combater a desertificação e conviver harmoniosamente com a caatinga.
O IPOEMA (Instituto de Permacultura: Organização, Ecovilas e Meio Ambiente), no Distrito Federal, que é o mais novo entre os institutos brasileiros, vai atuar fortemente no atendimento a comunidades locais e tradicionais, além de trabalhar com pesquisa e formação de novos permacultores.
Por enquanto, há pouca ou nenhuma interação entre os institutos de Permacultura do Brasil.
Rede Permear de Permacultores
Criada no ano passado, inaugurou um novo caminho para a Permacultura em nosso país. Em concordância com as palavras de David Holmgren, que citarei em seguida, ouso dizer que a Rede Permear é a prova de maturidade do processo de desenvolvimento da Permacultura no Brasil: “Quando o campo de trabalho é novo, as relações de competição prevalecem, exatamente como nos sistemas naturais imaturos e de rápido crescimento. Mesmo na Permacultura, que está fortemente enraizada na cooperação, a competição tem acontecido, causando estranheza, mas, sobretudo, mostrando quando o processo ainda não amadureceu. Em ecossistemas maduros, assim como em sociedades tradicionais estáveis, as relações tendem a se tornar mais mutualísticas e simbióticas”.
A Rede Permear chegou lá: integra hoje catorze projetos autônomos em quatro estados brasileiros (Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) e mais o Distrito Federal. Os projetos são chamados de autônomos porque são iniciativas de pessoas, famílias e comunidades que trabalham em cooperação e com recursos próprios para multiplicar os conhecimentos em Permacultura (todos recebem formação como professores do IPAB) e para oferecer exemplos de sistemas produtivos de apoio à vida no lugar onde moram.
Nós da Rede Permear costumamos dizer que a nossa teia deve alcançar todo permacultor ou grupo de permacultores cujo trabalho tem como princípio de ação a ética da Permacultura. E queremos para esta rede tudo aquilo que um sistema permacultural deve conter: diversidade e abundância de idéias e projetos, cooperação, solidariedade, sinergia, diálogo e amor, muito amor. Por fim, que seja para todos um caminho de transformação.
Para conhecer grupos e experiências de Permacultura no Brasil clique aqui.
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Banheiro seco? Como assim?!
Banheiro seco? Como assim?!
Texto retirado do site: Planeta sustentável.
Essa é a frase que mais ouço quando comento com alguém que a minha próxima casa, em construção numa ecovila, terá banheiro seco. Já preparada para ter que explicar do que se trata e, mais do que isso, mostrar que não tem nada de nojento ou primitivo, lá vou eu contar um pouco sobre essa tecnologia tão simples, eficiente e sustentável. E, de tanto falar do assunto, decidi compartilhar com você também...
O banheiro seco ou compostável foi criado para promover o uso racional da água e, ao mesmo tempo, aproveitar os resíduos sólidos como adubo orgânico, evitando a contaminação do meio ambiente.
Existem vários “modelos” de banheiro seco, uns mais simples, outros mais complexos. Gosto muito do sanitário compostável desenvolvido pelo Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado (IPEC), em Pirenópolis, GO, batizado de “Húmus Sapiens” (na foto, com o esquema).

Nesse sistema, em vez de encanamentos hidráulicos para levar os dejetos para bem longe (e com um consumo considerável de água), temos duas câmaras de compostagem que armazenam os resíduos até que eles se transformem em composto. Daí, é retirado e levado para o minhocário, onde vira húmus, ou seja, um adubo orgânico de alta qualidade para ser usado na agricultura.
E por que duas câmaras? Porque enquanto em uma os resíduos estão em processo de compostagem, a outra está em operação. Isso quer dizer, é claro, que o banheiro tem também dois vasos sanitários que funcionam em períodos diferentes do ano.
Mas esse negócio não cheira mal? Se for bem construído e utilizado como manda o “manual”, não. Eu já “visitei” alguns deles e posso afirmar pra você que a coisa funciona mesmo.
Alguns cuidados, porém, devem ser tomados. Após o uso, ao invés de apertar a descarga (que não existe no banheiro seco), é necessário jogar um pouco de serragem dentro do vaso, para facilitar a compostagem e evitar mal cheiro. Todo banheiro seco tem também um duto de saída do ar das câmaras, que também espanta os odores.
E para tornar a compostagem mais eficiente, o legal é que as câmaras sejam pintadas de preto e fiquem posicionadas para o Norte, direção que recebe mais calor do sol e, portanto, acelera o processo, tornando-o mais eficiente.
Além de economizar água, a tecnologia é louvável por fechar um ciclo natural. Lembra da frase que diz que na natureza nada se perde, tudo se transforma? Então! Para quê jogar fora os resíduos, ter custos altos com o tratamento do esgoto, se podemos simplesmente transformá-los em adubo para a horta, o jardim, a lavoura??
Para quem acha primitivo, um retrocesso ou algo assim, vale a triste lembrança: com mais de um bilhão de pessoas sofrendo com a falta de água em todo o mundo, e uma população ainda muito maior que não tem saneamento básico, taí uma idéia que pode prevenir doenças, evitar a contaminação do solo e de rios e até virar fonte de renda para muita gente (com a venda do adubo orgânico).
Primitivo para mim, hoje, é gastar em uma só descarga mais água do que muitas pessoas conseguem consumir em todo o dia.
Texto retirado do site: Planeta sustentável.
Essa é a frase que mais ouço quando comento com alguém que a minha próxima casa, em construção numa ecovila, terá banheiro seco. Já preparada para ter que explicar do que se trata e, mais do que isso, mostrar que não tem nada de nojento ou primitivo, lá vou eu contar um pouco sobre essa tecnologia tão simples, eficiente e sustentável. E, de tanto falar do assunto, decidi compartilhar com você também...
O banheiro seco ou compostável foi criado para promover o uso racional da água e, ao mesmo tempo, aproveitar os resíduos sólidos como adubo orgânico, evitando a contaminação do meio ambiente.
Existem vários “modelos” de banheiro seco, uns mais simples, outros mais complexos. Gosto muito do sanitário compostável desenvolvido pelo Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado (IPEC), em Pirenópolis, GO, batizado de “Húmus Sapiens” (na foto, com o esquema).

Nesse sistema, em vez de encanamentos hidráulicos para levar os dejetos para bem longe (e com um consumo considerável de água), temos duas câmaras de compostagem que armazenam os resíduos até que eles se transformem em composto. Daí, é retirado e levado para o minhocário, onde vira húmus, ou seja, um adubo orgânico de alta qualidade para ser usado na agricultura.
E por que duas câmaras? Porque enquanto em uma os resíduos estão em processo de compostagem, a outra está em operação. Isso quer dizer, é claro, que o banheiro tem também dois vasos sanitários que funcionam em períodos diferentes do ano.
Mas esse negócio não cheira mal? Se for bem construído e utilizado como manda o “manual”, não. Eu já “visitei” alguns deles e posso afirmar pra você que a coisa funciona mesmo.
Alguns cuidados, porém, devem ser tomados. Após o uso, ao invés de apertar a descarga (que não existe no banheiro seco), é necessário jogar um pouco de serragem dentro do vaso, para facilitar a compostagem e evitar mal cheiro. Todo banheiro seco tem também um duto de saída do ar das câmaras, que também espanta os odores.
E para tornar a compostagem mais eficiente, o legal é que as câmaras sejam pintadas de preto e fiquem posicionadas para o Norte, direção que recebe mais calor do sol e, portanto, acelera o processo, tornando-o mais eficiente.
Além de economizar água, a tecnologia é louvável por fechar um ciclo natural. Lembra da frase que diz que na natureza nada se perde, tudo se transforma? Então! Para quê jogar fora os resíduos, ter custos altos com o tratamento do esgoto, se podemos simplesmente transformá-los em adubo para a horta, o jardim, a lavoura??
Para quem acha primitivo, um retrocesso ou algo assim, vale a triste lembrança: com mais de um bilhão de pessoas sofrendo com a falta de água em todo o mundo, e uma população ainda muito maior que não tem saneamento básico, taí uma idéia que pode prevenir doenças, evitar a contaminação do solo e de rios e até virar fonte de renda para muita gente (com a venda do adubo orgânico).
Primitivo para mim, hoje, é gastar em uma só descarga mais água do que muitas pessoas conseguem consumir em todo o dia.
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Multimistura: Uma receita para salvar vidas.
Receita retirada do site Rebidia - Rede Brasileira de Informação e Documentação sobre Infância e Adolescência.
O que é a multimistura?
FARINHA MULTIMISTURA
A Pastoral da Criança sempre procurou trabalhar suas ações de forma simples, para que todos consigam realizá-las e se beneficiar delas. Um exemplo é o uso da fita braquial para verificar o estado nutricional das gestantes.
A farinha multimistura é outro exemplo simples. Para prepará-la, não é necessário ter materiais sofisticados. Além disso, a maioria dos ingredientes podem ser encontrados na própria comunidade, adquiridos através de doações ou comprados por um baixo preço.
Como deve ser a composição da farinha multimistura?
1. Não existe fórmula pronta. O mais importante é fazer a farinha multimistura com os alimentos típicos de cada região e que sejam de fácil acesso.
2. A farinha multimistura deve ser feita de acordo com a necessidade de quem vai usar.
Por exemplo:
Para uma pessoa que está com anemia e não precisa ganhar peso, uma farinha multimistura rica em ferro vai ajudar na sua recuperação. Além da multimistura, esta pessoa deve consumir também outros alimentos ricos em ferro, como as folhas verde-escuras, melado de cana, fígado, etc.
Para uma criança ou gestante que precisa ganhar peso, é indicada uma farinha multimistura rica em sementes, por causa das calorias (girassol, gergelim, abóbora, etc).
Quando a farinha multimistura for usada para o preparo de mingaus, é bom colocar também uma farinha de cereal, como o fubá, a farinha de trigo, a farinha de aveia, de mandioca e outras.
Quando a farinha multimistura for usada num prato salgado (arroz, feijão, farofa, etc), não há necessidade de colocar farinha de cereal porque o amido já estará presente.
3. Para fazermos a farinha multimistura, devemos conhecer bem os alimentos que vamos usar, pois existem alimentos que são tóxicos, e precisam de cuidados especiais quando forem preparados. Vejam os nutrientes dos alimentos mais comuns usados para fazer a farinha multimistura:

O que acontece com os nutrientes quando aquecemos a farinha multimistura?
O calor pode alterar os nutrientes dos alimentos. Alguns nutrientes se perdem e outros são mais aproveitados quando passam pelo calor. Por exemplo:
O amido e as proteínas são mais aproveitados pelo corpo quando os alimentos são cozidos, fritos ou assados.
As gorduras não perdem o seu valor energético com a ação do calor.
Algumas vitaminas são destruídas pelo calor, outras não. A vitamina C é a mais sensível. Por isso, já no processo de secagem das folhas, boa parte desta vitamina se perde. A vitamina A resiste bem ao calor, principalmente se forem acrescentadas algumas gotas de óleo ao cozinhar o alimento. As vitaminas E, do complexo B, niacina e outras, também não são destruídas pelo calor.
Os minerais como o ferro, o zinco e o cálcio não são destruídos pelo calor. O ferro é mais aproveitado quando o alimento é cozido.
Então, como aproveitar melhor os nutrientes da farinha multimistura?
1. Acrescentando a farinha no final do cozimento dos alimentos, ou seja, nos últimos 5 minutos;
2. Acrescentando a farinha ao apagar o fogo, no caso de sopas, molhos, feijão, etc;
3. Acrescentando a farinha multimistura na preparação de pães.
Além da Farinha Multimistura, é importante comer todos os dias uma MULTIMISTURA DE ALIMENTOS, ou seja, uma VARIEDADE DE ALIMENTOS, de tipos e cores diferentes (frutas, verduras, grãos, etc).
Quanto mais colorido for o prato, melhor!
Quanto mais colorido for o prato, melhor!
Quanto mais colorido for o prato, melhor!
Quanto mais colorido for o prato, melhor!
Quanto mais colorido for o prato, melhor!
Esta variedade ajuda as pessoas a terem mais saúde.
Eveline Cunha Moura
Assessora Técnica em Nutrição da
Coordenação Nacional da Pastoral da Criança
-------------------------------------------------
Receita de pão feito com a Multimistura
Ingredientes:
500 gramas de farinha de trigo
100 gramas de multi mistura
300 mililitros de água morna
2 laranjas-suco
1 ovo
2 colheres de óleo de milho
2 colheres de sopa de açucar cristal
1 tablete de fermento
1 colher de sopa de sal
Modo de preparar:
Em uma vasilia, colocar a água morna, o suco de laranja e o tablete de fermento bem dissolvido.
Bater o ovo com o óleo de milho, sal, açucar e acrescentar a água, o suco de laranja e o fermento; adicionar a farinha dee trigo e a Multimistura New Life amasssar até formar uma massa homogênea. Deixar crescer por 30 minutos, sovar e enrolar os pães. repousar por mais de uma hora e meia até que se complete o crescimento. Levar ao forno para assar a 150 graus durante 35 minutos.
Observação: receita para 3 pães aproximadamente 350 gramas de cada um.
Receita retirada do site Educacional da Pastoral da Criança.
Conheça esse trabalho e faça parte desta história. Se a Pastoral da Criança já realizou tanta coisa a partir apenas de um sonho, imagine podendo contar com você.
O que é a multimistura?
FARINHA MULTIMISTURA
A Pastoral da Criança sempre procurou trabalhar suas ações de forma simples, para que todos consigam realizá-las e se beneficiar delas. Um exemplo é o uso da fita braquial para verificar o estado nutricional das gestantes.
A farinha multimistura é outro exemplo simples. Para prepará-la, não é necessário ter materiais sofisticados. Além disso, a maioria dos ingredientes podem ser encontrados na própria comunidade, adquiridos através de doações ou comprados por um baixo preço.
Como deve ser a composição da farinha multimistura?
1. Não existe fórmula pronta. O mais importante é fazer a farinha multimistura com os alimentos típicos de cada região e que sejam de fácil acesso.
2. A farinha multimistura deve ser feita de acordo com a necessidade de quem vai usar.
Por exemplo:
Para uma pessoa que está com anemia e não precisa ganhar peso, uma farinha multimistura rica em ferro vai ajudar na sua recuperação. Além da multimistura, esta pessoa deve consumir também outros alimentos ricos em ferro, como as folhas verde-escuras, melado de cana, fígado, etc.
Para uma criança ou gestante que precisa ganhar peso, é indicada uma farinha multimistura rica em sementes, por causa das calorias (girassol, gergelim, abóbora, etc).
Quando a farinha multimistura for usada para o preparo de mingaus, é bom colocar também uma farinha de cereal, como o fubá, a farinha de trigo, a farinha de aveia, de mandioca e outras.
Quando a farinha multimistura for usada num prato salgado (arroz, feijão, farofa, etc), não há necessidade de colocar farinha de cereal porque o amido já estará presente.
3. Para fazermos a farinha multimistura, devemos conhecer bem os alimentos que vamos usar, pois existem alimentos que são tóxicos, e precisam de cuidados especiais quando forem preparados. Vejam os nutrientes dos alimentos mais comuns usados para fazer a farinha multimistura:
- * A farinha de trigo, de aveia, de milho (fubá) e de outros cereais é rica em amido, gordura e proteína - dão energia e ajudam na formação dos músculos.
- * As sementes são ricas em gordura, proteína, vitaminas e minerais - além da energia e da formação dos músculos, são importantes para o regular o funcionamento do corpo.
- * Os farelos de trigo e de arroz são ricos em vitaminas, ferro, cálcio, zinco e fibras - além de ajudar na formação do sangue e dos ossos, e no crescimento e funcionamento do corpo, esses alimentos servem para regular o intestino, evitando a prisão de ventre.
- * As folhas verde-escuras são riquíssimas em vitamina A, ferro, cálcio e outros nutrientes - além da formação do sangue e dos ossos, esses alimentos aumentam a resistência contra doenças, são importantes para a visão, crescimento do corpo, formação e manutenção da pele.
- * A casca de ovo é riquíssima em cálcio.

O que acontece com os nutrientes quando aquecemos a farinha multimistura?
O calor pode alterar os nutrientes dos alimentos. Alguns nutrientes se perdem e outros são mais aproveitados quando passam pelo calor. Por exemplo:
O amido e as proteínas são mais aproveitados pelo corpo quando os alimentos são cozidos, fritos ou assados.
As gorduras não perdem o seu valor energético com a ação do calor.
Algumas vitaminas são destruídas pelo calor, outras não. A vitamina C é a mais sensível. Por isso, já no processo de secagem das folhas, boa parte desta vitamina se perde. A vitamina A resiste bem ao calor, principalmente se forem acrescentadas algumas gotas de óleo ao cozinhar o alimento. As vitaminas E, do complexo B, niacina e outras, também não são destruídas pelo calor.
Os minerais como o ferro, o zinco e o cálcio não são destruídos pelo calor. O ferro é mais aproveitado quando o alimento é cozido.
Então, como aproveitar melhor os nutrientes da farinha multimistura?
1. Acrescentando a farinha no final do cozimento dos alimentos, ou seja, nos últimos 5 minutos;
2. Acrescentando a farinha ao apagar o fogo, no caso de sopas, molhos, feijão, etc;
3. Acrescentando a farinha multimistura na preparação de pães.
Além da Farinha Multimistura, é importante comer todos os dias uma MULTIMISTURA DE ALIMENTOS, ou seja, uma VARIEDADE DE ALIMENTOS, de tipos e cores diferentes (frutas, verduras, grãos, etc).
Quanto mais colorido for o prato, melhor!
Quanto mais colorido for o prato, melhor!
Quanto mais colorido for o prato, melhor!
Quanto mais colorido for o prato, melhor!
Quanto mais colorido for o prato, melhor!
Esta variedade ajuda as pessoas a terem mais saúde.
Eveline Cunha Moura
Assessora Técnica em Nutrição da
Coordenação Nacional da Pastoral da Criança
-------------------------------------------------
Receita de pão feito com a Multimistura
Ingredientes:
500 gramas de farinha de trigo
100 gramas de multi mistura
300 mililitros de água morna
2 laranjas-suco
1 ovo
2 colheres de óleo de milho
2 colheres de sopa de açucar cristal
1 tablete de fermento
1 colher de sopa de sal
Modo de preparar:
Em uma vasilia, colocar a água morna, o suco de laranja e o tablete de fermento bem dissolvido.
Bater o ovo com o óleo de milho, sal, açucar e acrescentar a água, o suco de laranja e o fermento; adicionar a farinha dee trigo e a Multimistura New Life amasssar até formar uma massa homogênea. Deixar crescer por 30 minutos, sovar e enrolar os pães. repousar por mais de uma hora e meia até que se complete o crescimento. Levar ao forno para assar a 150 graus durante 35 minutos.
Observação: receita para 3 pães aproximadamente 350 gramas de cada um.
Receita retirada do site Educacional da Pastoral da Criança.
Conheça esse trabalho e faça parte desta história. Se a Pastoral da Criança já realizou tanta coisa a partir apenas de um sonho, imagine podendo contar com você.
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Compostagem doméstica: você já pensou em ter um minhocário?
Texto retirado do site Planeta Sustentável.
O que é um minhocário doméstico?
Por Gabriela Portilho
Revista Mundo Estranho – 08/2009
É um sistema de reciclagem do lixo orgânico caseiro, com minhocas transformando restos de alimento em adubo.
Esse processo - chamado de vermicompostagem - rola dentro de caixas plásticas cheias de terra, onde as "operárias" mandam ver nas sobras de rango, digerindo esse material e gerando um húmus superfértil no lugar. Para ter uma ideia do potencial ecológico dos minhocários, dados do Ministério da Agricultura revelam que, diariamente, o Brasil produz cerca de 144 mil toneladas de lixo orgânico, o que corresponde a 60% do lixo urbano. Essa sujeira toda acaba indo para aterros e lixões, onde, muitas vezes, acaba poluindo os lençóis freáticos, entre outras mazelas. Se esse material entrasse na dieta das minhocas domésticas, por dia teríamos nada menos que 86 mil toneladas fresquinhas de húmus.

Lixo como adubo natural
Por Giuliana Capello Revista Bons Fluidos – 05/2009
Um grupo de ambientalistas de Brasília criou o projeto Minhocasa para incentivar a população a transformar o lixo orgânico caseiro em adubo para plantas, ao invés de jogá-lo na lixeira. A iniciativa ainda comercializa kits de “minhocultura”, que auxiliam no processo
Que tal transformar o lixo orgânico da sua casa em adubo para as plantas? Essa é a proposta do projeto Minhocasa, criado por um grupo de ambientalistas de Brasília. Além de oferecer palestras e cursos em escolas e comunidades, a ONG comercializa um kit de minhocultura para compostagem de restos de comida e poda de jardim que pode ser usado até em apartamento.
É simples: os resíduos depositados nas caixas alimentam as minhocas, que levam cerca de 50 dias para transformar o material em húmus. Tudo sem deixar mau cheiro ou exigir contato direto com os bichinhos. O kit tamanho G (60 x 45 x 60 cm) custa R$ 275 e serve uma família de quatro pessoas.
Mais adubo e menos lixo
Restos de comida não precisam ir para aterros sanitários, já tão saturados. Simples de fazer, basta uma pequena composteira caseira para transformar o lixo orgânico em adubo de boa qualidade para vasos e jardins. E saiba: se você fizer direitinho, não vai cheirar mal.
Muito se fala – e não sem motivos - a respeito do que fazer com os materiais recicláveis que separamos em casa. Mas raramente encontro dicas de como lidar com o lixo orgânico.
Em média, 40% do lixo que produzimos em casa é orgânico. Esse percentual varia, em geral, de acordo com a renda familiar. Quanto maior a renda, maior a chance de comprar produtos industrializados e, portanto, de aumentar o volume de embalagens, que pesam na conta dos materiais recicláveis.
Aliás, você já reparou que os produtos estão cada vez mais embalados? Isso tem relação direta com o fato de que a validade dos produtos também vem aumentando nos últimos tempos, resultado de pesquisas científicas que alteram a fórmula dos produtos para garantir que eles resistam meses nas prateleiras e gôndolas dos supermercados.
Sem falar nas distâncias cada vez maiores percorridas pelos produtos até chegar ao consumidor final, que exigem embalagens mais fortes e resistentes às mudanças de temperatura...mas isso já é outra história.
Seja como for, toda casa produz lixo orgânico. Na minha, por exemplo, é comum encontrar cascas de frutas e ovos, pó de café, restos de arroz, um pouquinho de ração de cachorro (quando a Sofia faz charme para comer), folhas que serviram para chá e cascas de semente de girassol. (Sim, como sou vizinha de um parque municipal, tenho o privilégio de receber a visita diária de algumas maritacas - como a Zezé aí na foto -, que devoram as sementes que deixamos para elas).
Pois bem. Um dos pontos altos da Permacultura, na minha visão, é a habilidade que o pessoal tem de dar uma solução criativa aos “problemas” (no caso, o lixo). Na verdade, a Permacultura tem o dom de fazer os resíduos voltarem ao ciclo de uma casa na forma de matéria-prima, dando-lhes uma nova função.
Explico: numa ponta, temos o lixo orgânico gerado na cozinha e no jardim (folhas e flores que caem no chão). De outro, plantas que precisam de terra e adubo para crescer. Ora, por que não ligar as duas pontas?!? Não parece ilógico jogar o lixo orgânico fora e depois ir à floricultura comprar adubo para os vasos que cultivamos em casa?
Existem diversos modelos de composteira e cada um deles atende a uma necessidade diferente. Quem mora em sítio, por exemplo, pode ter uma leira, um tipo de composteira feita num cercado de madeira, em que os restos vão sendo acumulados nesse espaço, intercalados por camadas de palha ou folhas secas.
O modelo que tenho em casa pode ser adaptado também para apartamento. E já que em 2007 a população urbana, pela primeira vez na história da humanidade, passou a ser maior do que a população rural, vamos ao exemplo mais viável para a maioria de nós.
Como fazer uma composteira
1- Você pode usar um balde de plástico com tampa, desses que encontramos à venda em lojas de R$ 1,99. O tamanho depende da quantidade de resíduos gerados, mas também da disponibilidade de local que você terá para manter a composteira.
2- Faça vários furos na lateral e no fundo do balde (eu usei a furadeira mesmo), para garantir que o processo seja aeróbio e permita o trabalho dos microorganismos.
3- Você pode apoiar o balde sobre dois tijolos, de maneira que o chorume (líquido que escorre durante o processo) possa ser coletado num pratinho. O chorume tem cheiro forte, mas também tem sua função. Diluído em água, é um poderoso fertilizante para as plantas.
4- Pronto! Sua composteira já pode ser inaugurada.
Observação: O modelo acima é “para iniciantes”. Se você tiver interesse em saber mais detalhes ou tiver outras dicas sobre compostagem, envie um comentário sobre este post com o seu e-mail, para que a gente possa trocar mais informações, ok?
Como manter uma composteira
1- Separe muito bem os resíduos orgânicos dos recicláveis, para garantir a qualidade do seu adubo. Acredite: plásticos demoram meeeeeeesmo para se decompor.
2- Cubra cada camada de resíduos com materiais secos que impedem o mau cheiro. Você pode usar pó de café, serragem, terra, folhas ou cascas de ovos.
3- Mantenha a composteira sempre tampada para não atrair moscas.
4- Quando o balde estiver cheio, deixe o tempo fazer seu trabalho. É hora de aguardar o término da compostagem. Enquanto isso, você pode preparar um outro balde para servir de composteira nesse período.
5- Você saberá que seu adubo está pronto quando ele tiver aspecto de terra úmida, dessas que pisamos quando caminhamos por trilhas na mata. O cheiro deve ser agradável, de mato mesmo. E importante: a terra deve estar fria, indicando que os decompositores já encerraram o trabalho.
Durante o processo, você perceberá que a composteira fica quentinha até por fora. Por dentro, a temperatura é alta e, vale dizer, não coloque a mão lá dentro, menino(a)! É quente de verdade!
6- Fim desse ciclo, que pode durar três ou quatro meses, é só distribuir o composto nos vasos e/ou jardim e, claro, dar início a uma nova composteira...
Reciclagem inteligente
Por Suzana Camargo Planeta Sustentável – 21/10/2008
Na Suíça, restos de comida e plantas são transformados em gás natural, eletricidade, combustível e fertilizantes. A esse processo é dado o nome de Reciclagem Verde.
O que fazer com todo o lixo produzido por nós? Esse é um dos grandes dilemas enfrentados no mundo todo. Como sabemos, em muitos países – incluindo o Brasil – o lixo é desepejado em terrenos abertos - os chamados landfills ou lixões - e todos, simplesmente, esquecem o problema.
Por isso, a reciclagem é uma das grandes soluções encontradas nas últimas décadas. Mas há mais a se fazer. Pesquisas comprovam que cerca de 30% do lixo doméstico, produzido nas casas, pode ser reutilizado e a reciclagem desses resíduos pode ser realizada de uma maneira muito simples, usando, como exemplo, exatamente o que acontece na natureza, ou seja, a decomposição natural.
No caso do lixo orgânico, o processo de decomposição depende basicamente de umidade e calor. Restos de plantas e comida, deixados em lixões ao ar livre, se decompõem espontaneamente, após algum tempo.
Partindo desse princípio, há 20 anos, uma empresa suíça – a Kompogas - iniciou estudos com lixo orgânico, principalmente aquele proveniente de jardins e cozinhas. Hoje, ela é uma das quatro maiores empresas do mundo nesse setor e transforma o green waste (lixo dos jardins) e o biowaste (restos de verduras, frutas e alimentos) em novos produtos. Para isso, utiliza um reator de fermentação, que trabalha através de um processo anaeróbico (com ausência de oxigênio). “É um processo biológico, que ocorre também na natureza, só que, aqui, o processo acontece de forma controlada e intensiva”, afirma Peter Knecht, responsável pelas licenças internacionais da empresa.
Na Suíça, existem dez fábricas Kompogas em funcionamento, cinco somente na região de Zurique, a maior cidade do país. Elas recebem o lixo orgânico vindo de comunidades municipais, hotéis, supermercados e redes de lanchonetes. Afinal, todos esses clientes são responsáveis pelo destino do lixo produzido por eles. Para essas companhias e prefeituras fica mais barato reciclar o lixo orgânico do que simplesmente “jogá-lo no lixo”. Lá, os departamentos municipais de coleta só recolhem o lixo - seja domiciliar ou industrial - que estiver dentro dos sacos oficiais das cidades. Mas, para estimular a reciclagem, esses sacos são bastante caros. Para se desfazer de cerca de uma tonelada de lixo na maneira tradicional, na região de Zurique, por exemplo, uma empresa gastaria cerca de R$ 960. Mas, para ter esse mesmo lixo entregue e reciclado numa fábrica Kompogas, o custo é de R$ 240. “Não faz o menor sentido queimar o lixo orgânico. Cada tipo de lixo tem uma maneira apropriada para ser tratado”, diz Knecht.
Outra grande vantagem da reciclagem verde está na diminuição da emissão de gás CO2 na atmosfera, já que o método de incineração não consegue controlar a emissão desses gases. Para cada tonelada de lixo orgânico reciclado nas plantas da Kompogas, uma tonelada de CO2 deixa de ser emitida no meio ambiente. E o melhor: a fermentação é mais barata do que a incineração.
Mas como funciona uma fábrica desse tipo? O processo é bastante fácil de entender. Primeiro, os clientes entregam o lixo orgânico a ser reciclado. Os caminhões que o transportam chegam na planta e são pesados numa balança. Paga-se pelo peso – kg/tonelada – que será processado. Em seguida, os resíduos são despejados e passam por uma triagem visual e um detector de metais (imã). Caso haja pedras ou utensílios deixados por engano no meio desse lixo (tesouras de poda, pás, etc), eles são removidos para não danificar o reator. Na sequência, essa massa de lixo orgânico é triturada numa câmara intermediária até atingir a consistência ideal. O próximo passo passar o lixo pelo reator de fermentação. Ali, ele permanece durante duas semanas, a uma temperatura de 55º C. “A única diferença em relação ao que acontece na natureza é que adicionamos mais bactérias para acelerar a processo”, revela o executivo da Kompogas.
Da fermentação desses resíduos surgem três novos produtos:
- um sólido (o composto)
- um líquido (o fertilizante)
- e, por último, um gasoso (uma nova forma de energia limpa). Esta energia - ou gás - pode ser convertida em combustível para veículos, em gás natural para a rede local (se estiver disponível) ou então, no chamado CHP (combined heat and power), uma combinação de energia elétrica e aquecimento.
Clique para saber mais sobre Compostagem Doméstica e Minhocultura.
Para comprar um Minhocário Plástico clique aqui ou aqui.
O que é um minhocário doméstico?
Por Gabriela Portilho
Revista Mundo Estranho – 08/2009
É um sistema de reciclagem do lixo orgânico caseiro, com minhocas transformando restos de alimento em adubo.
Esse processo - chamado de vermicompostagem - rola dentro de caixas plásticas cheias de terra, onde as "operárias" mandam ver nas sobras de rango, digerindo esse material e gerando um húmus superfértil no lugar. Para ter uma ideia do potencial ecológico dos minhocários, dados do Ministério da Agricultura revelam que, diariamente, o Brasil produz cerca de 144 mil toneladas de lixo orgânico, o que corresponde a 60% do lixo urbano. Essa sujeira toda acaba indo para aterros e lixões, onde, muitas vezes, acaba poluindo os lençóis freáticos, entre outras mazelas. Se esse material entrasse na dieta das minhocas domésticas, por dia teríamos nada menos que 86 mil toneladas fresquinhas de húmus.

Lixo como adubo natural
Por Giuliana Capello Revista Bons Fluidos – 05/2009
Um grupo de ambientalistas de Brasília criou o projeto Minhocasa para incentivar a população a transformar o lixo orgânico caseiro em adubo para plantas, ao invés de jogá-lo na lixeira. A iniciativa ainda comercializa kits de “minhocultura”, que auxiliam no processo
Que tal transformar o lixo orgânico da sua casa em adubo para as plantas? Essa é a proposta do projeto Minhocasa, criado por um grupo de ambientalistas de Brasília. Além de oferecer palestras e cursos em escolas e comunidades, a ONG comercializa um kit de minhocultura para compostagem de restos de comida e poda de jardim que pode ser usado até em apartamento.
É simples: os resíduos depositados nas caixas alimentam as minhocas, que levam cerca de 50 dias para transformar o material em húmus. Tudo sem deixar mau cheiro ou exigir contato direto com os bichinhos. O kit tamanho G (60 x 45 x 60 cm) custa R$ 275 e serve uma família de quatro pessoas.
Mais adubo e menos lixo
Restos de comida não precisam ir para aterros sanitários, já tão saturados. Simples de fazer, basta uma pequena composteira caseira para transformar o lixo orgânico em adubo de boa qualidade para vasos e jardins. E saiba: se você fizer direitinho, não vai cheirar mal.
Muito se fala – e não sem motivos - a respeito do que fazer com os materiais recicláveis que separamos em casa. Mas raramente encontro dicas de como lidar com o lixo orgânico.
Em média, 40% do lixo que produzimos em casa é orgânico. Esse percentual varia, em geral, de acordo com a renda familiar. Quanto maior a renda, maior a chance de comprar produtos industrializados e, portanto, de aumentar o volume de embalagens, que pesam na conta dos materiais recicláveis.
Aliás, você já reparou que os produtos estão cada vez mais embalados? Isso tem relação direta com o fato de que a validade dos produtos também vem aumentando nos últimos tempos, resultado de pesquisas científicas que alteram a fórmula dos produtos para garantir que eles resistam meses nas prateleiras e gôndolas dos supermercados.
Sem falar nas distâncias cada vez maiores percorridas pelos produtos até chegar ao consumidor final, que exigem embalagens mais fortes e resistentes às mudanças de temperatura...mas isso já é outra história.
Seja como for, toda casa produz lixo orgânico. Na minha, por exemplo, é comum encontrar cascas de frutas e ovos, pó de café, restos de arroz, um pouquinho de ração de cachorro (quando a Sofia faz charme para comer), folhas que serviram para chá e cascas de semente de girassol. (Sim, como sou vizinha de um parque municipal, tenho o privilégio de receber a visita diária de algumas maritacas - como a Zezé aí na foto -, que devoram as sementes que deixamos para elas).
Pois bem. Um dos pontos altos da Permacultura, na minha visão, é a habilidade que o pessoal tem de dar uma solução criativa aos “problemas” (no caso, o lixo). Na verdade, a Permacultura tem o dom de fazer os resíduos voltarem ao ciclo de uma casa na forma de matéria-prima, dando-lhes uma nova função.
Explico: numa ponta, temos o lixo orgânico gerado na cozinha e no jardim (folhas e flores que caem no chão). De outro, plantas que precisam de terra e adubo para crescer. Ora, por que não ligar as duas pontas?!? Não parece ilógico jogar o lixo orgânico fora e depois ir à floricultura comprar adubo para os vasos que cultivamos em casa?
Existem diversos modelos de composteira e cada um deles atende a uma necessidade diferente. Quem mora em sítio, por exemplo, pode ter uma leira, um tipo de composteira feita num cercado de madeira, em que os restos vão sendo acumulados nesse espaço, intercalados por camadas de palha ou folhas secas.
O modelo que tenho em casa pode ser adaptado também para apartamento. E já que em 2007 a população urbana, pela primeira vez na história da humanidade, passou a ser maior do que a população rural, vamos ao exemplo mais viável para a maioria de nós.
Como fazer uma composteira1- Você pode usar um balde de plástico com tampa, desses que encontramos à venda em lojas de R$ 1,99. O tamanho depende da quantidade de resíduos gerados, mas também da disponibilidade de local que você terá para manter a composteira.
2- Faça vários furos na lateral e no fundo do balde (eu usei a furadeira mesmo), para garantir que o processo seja aeróbio e permita o trabalho dos microorganismos.
3- Você pode apoiar o balde sobre dois tijolos, de maneira que o chorume (líquido que escorre durante o processo) possa ser coletado num pratinho. O chorume tem cheiro forte, mas também tem sua função. Diluído em água, é um poderoso fertilizante para as plantas.
4- Pronto! Sua composteira já pode ser inaugurada.
Observação: O modelo acima é “para iniciantes”. Se você tiver interesse em saber mais detalhes ou tiver outras dicas sobre compostagem, envie um comentário sobre este post com o seu e-mail, para que a gente possa trocar mais informações, ok?
Como manter uma composteira
1- Separe muito bem os resíduos orgânicos dos recicláveis, para garantir a qualidade do seu adubo. Acredite: plásticos demoram meeeeeeesmo para se decompor.
2- Cubra cada camada de resíduos com materiais secos que impedem o mau cheiro. Você pode usar pó de café, serragem, terra, folhas ou cascas de ovos.
3- Mantenha a composteira sempre tampada para não atrair moscas.
4- Quando o balde estiver cheio, deixe o tempo fazer seu trabalho. É hora de aguardar o término da compostagem. Enquanto isso, você pode preparar um outro balde para servir de composteira nesse período.
5- Você saberá que seu adubo está pronto quando ele tiver aspecto de terra úmida, dessas que pisamos quando caminhamos por trilhas na mata. O cheiro deve ser agradável, de mato mesmo. E importante: a terra deve estar fria, indicando que os decompositores já encerraram o trabalho.
Durante o processo, você perceberá que a composteira fica quentinha até por fora. Por dentro, a temperatura é alta e, vale dizer, não coloque a mão lá dentro, menino(a)! É quente de verdade!
6- Fim desse ciclo, que pode durar três ou quatro meses, é só distribuir o composto nos vasos e/ou jardim e, claro, dar início a uma nova composteira...
Reciclagem inteligente
Por Suzana Camargo Planeta Sustentável – 21/10/2008
Na Suíça, restos de comida e plantas são transformados em gás natural, eletricidade, combustível e fertilizantes. A esse processo é dado o nome de Reciclagem Verde.
O que fazer com todo o lixo produzido por nós? Esse é um dos grandes dilemas enfrentados no mundo todo. Como sabemos, em muitos países – incluindo o Brasil – o lixo é desepejado em terrenos abertos - os chamados landfills ou lixões - e todos, simplesmente, esquecem o problema.
Por isso, a reciclagem é uma das grandes soluções encontradas nas últimas décadas. Mas há mais a se fazer. Pesquisas comprovam que cerca de 30% do lixo doméstico, produzido nas casas, pode ser reutilizado e a reciclagem desses resíduos pode ser realizada de uma maneira muito simples, usando, como exemplo, exatamente o que acontece na natureza, ou seja, a decomposição natural.
No caso do lixo orgânico, o processo de decomposição depende basicamente de umidade e calor. Restos de plantas e comida, deixados em lixões ao ar livre, se decompõem espontaneamente, após algum tempo.
Partindo desse princípio, há 20 anos, uma empresa suíça – a Kompogas - iniciou estudos com lixo orgânico, principalmente aquele proveniente de jardins e cozinhas. Hoje, ela é uma das quatro maiores empresas do mundo nesse setor e transforma o green waste (lixo dos jardins) e o biowaste (restos de verduras, frutas e alimentos) em novos produtos. Para isso, utiliza um reator de fermentação, que trabalha através de um processo anaeróbico (com ausência de oxigênio). “É um processo biológico, que ocorre também na natureza, só que, aqui, o processo acontece de forma controlada e intensiva”, afirma Peter Knecht, responsável pelas licenças internacionais da empresa.
Na Suíça, existem dez fábricas Kompogas em funcionamento, cinco somente na região de Zurique, a maior cidade do país. Elas recebem o lixo orgânico vindo de comunidades municipais, hotéis, supermercados e redes de lanchonetes. Afinal, todos esses clientes são responsáveis pelo destino do lixo produzido por eles. Para essas companhias e prefeituras fica mais barato reciclar o lixo orgânico do que simplesmente “jogá-lo no lixo”. Lá, os departamentos municipais de coleta só recolhem o lixo - seja domiciliar ou industrial - que estiver dentro dos sacos oficiais das cidades. Mas, para estimular a reciclagem, esses sacos são bastante caros. Para se desfazer de cerca de uma tonelada de lixo na maneira tradicional, na região de Zurique, por exemplo, uma empresa gastaria cerca de R$ 960. Mas, para ter esse mesmo lixo entregue e reciclado numa fábrica Kompogas, o custo é de R$ 240. “Não faz o menor sentido queimar o lixo orgânico. Cada tipo de lixo tem uma maneira apropriada para ser tratado”, diz Knecht.
Outra grande vantagem da reciclagem verde está na diminuição da emissão de gás CO2 na atmosfera, já que o método de incineração não consegue controlar a emissão desses gases. Para cada tonelada de lixo orgânico reciclado nas plantas da Kompogas, uma tonelada de CO2 deixa de ser emitida no meio ambiente. E o melhor: a fermentação é mais barata do que a incineração.
Mas como funciona uma fábrica desse tipo? O processo é bastante fácil de entender. Primeiro, os clientes entregam o lixo orgânico a ser reciclado. Os caminhões que o transportam chegam na planta e são pesados numa balança. Paga-se pelo peso – kg/tonelada – que será processado. Em seguida, os resíduos são despejados e passam por uma triagem visual e um detector de metais (imã). Caso haja pedras ou utensílios deixados por engano no meio desse lixo (tesouras de poda, pás, etc), eles são removidos para não danificar o reator. Na sequência, essa massa de lixo orgânico é triturada numa câmara intermediária até atingir a consistência ideal. O próximo passo passar o lixo pelo reator de fermentação. Ali, ele permanece durante duas semanas, a uma temperatura de 55º C. “A única diferença em relação ao que acontece na natureza é que adicionamos mais bactérias para acelerar a processo”, revela o executivo da Kompogas.
Da fermentação desses resíduos surgem três novos produtos:
- um sólido (o composto)
- um líquido (o fertilizante)
- e, por último, um gasoso (uma nova forma de energia limpa). Esta energia - ou gás - pode ser convertida em combustível para veículos, em gás natural para a rede local (se estiver disponível) ou então, no chamado CHP (combined heat and power), uma combinação de energia elétrica e aquecimento.
Clique para saber mais sobre Compostagem Doméstica e Minhocultura.
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Carpool ou carona solidária.
Texto escrito por LINCOLN PAIVA e retirado do Planeta Sustentável.
Comece a pedir e dar carona
Conhecida no mundo inteiro como "carpool" ou
"rideshare", a carona solidária é uma alternativa simples
e eficaz.
O TRÂNSITO de Lisboa não é intenso e agressivo como o
de São Paulo e a capital portuguesa conta com uma excelente
infra-estrutura fluvial, ferroviária e metroviária, além de
bondes elétricos e ônibus.
Mesmo assim, os cidadãos portugueses optaram pelo
chamado "carpool" para se deslocar. Lá, o sistema de carona
solidária conta com cerca de mil pessoas.
Morei em Portugal por algum tempo e, no ano passado,
quando ainda estava lá, eu e uma amiga falávamos sobre o
seriado "Carpoolers", que estreou em maio deste ano na TV
a cabo brasileira. Conta histórias da convivência de um
grupo de caronistas ecologicamente responsáveis.
O assunto veio à tona porque, na época, o Parlamento
Europeu bombardeava a mídia local com as preocupações
sobre a redução das emissões de CO2. Portugal precisava
encontrar soluções para se adequar às novas regras, e o
"carpool" parecia ser uma ótima idéia.
No Brasil, a carona solidária ainda não penetrou no cotidiano
das pessoas, mas já há um esforço nesse sentido. A
Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo
lançou, no último dia 28/5, a campanha Carona Legal, um
incentivo para a população compartilhar os trajetos de carro.
Conhecida no mundo inteiro como "carpool" ou "rideshare",
a carona solidária é uma alternativa simples e eficaz. A idéia
surgiu em vários lugares com objetivo semelhante, mas por
motivos diferentes.
Na Europa, a carona foi estimulada pelo Parlamento para que
cada país cumprisse sua cota na redução de emissão de CO2.
A utilização de automóveis na União Européia tem um
impacto significativo nas alterações climáticas, na medida
em que representa 12% das emissões globais. Diante desse
problema, as autoridades comprometeram-se em minimizar
os impactos do trânsito no efeito estufa e estabelecer
objetivos para melhorar a eficiência energética.
O cidadão europeu leva muito a sério as questões ambientais.
Assim, a energia limpa e renovável é uma realidade em
alguns países da Europa e a carona passou a fazer parte da
vida urbana.
Nos EUA, a idéia da carona foi impulsionada pelo "global
warming", pela crise imobiliária, pelo aumento no custo da
gasolina e pela dependência do petróleo estrangeiro, além do
trânsito caótico. O "carpool" passou a ser uma solução
economicamente viável, ecologicamente correta e
socialmente responsável.
No Canadá, a alternativa surgiu por uma questão de saúde
pública. A Secretaria de Saúde do país estima que cerca de
16 mil canadenses morram prematuramente por ano e que o
número de internações de crianças por doenças pulmonares
esteja diretamente relacionado ao aumento da poluição
atmosférica. O governo canadense irá gastar
aproximadamente US$ 1 bilhão em 2008 com programas
associados à poluição.
Há também quem opte pelo esquema para economizar. Um
trabalhador que utiliza um veículo 1.6 numa cidade como
São Paulo roda em média 18 mil quilômetros por ano,
consumindo um litro de gasolina a cada dez quilômetros.
Isso resulta num custo de aproximadamente R$ 5 mil anuais,
sem contar o tempo perdido no trânsito e as despesas com
pneus, troca de óleo, revisão, entre outros. Com a carona, ele
pode economizar até R$ 3,5 mil. Uma diferença significativa
no orçamento familiar.
A Universidade Stanford (EUA) criou um sistema de
incentivo para utilização do "carpool" entre os alunos com
vagas de estacionamentos exclusivas para caronistas e
compensações em dinheiro. Empresas desenvolvem
programas de incentivos pontuando o funcionário que chega
de bicicleta, "carpool", van ou a pé. As premiações variam
de carros ecoeficientes a GPS e vagas em estacionamento.
A carona é um compromisso com a comunidade, com a
cidade, com a saúde pública e com a vida.
O sistema já existe aqui. Lançado durante a primeira Mostra
de Tecnologias Sustentáveis, organizada pelo Instituto Ethos
no fim de maio, o projeto MelhorAr reforça as ações do
governo estadual e propõe redução de veículos por meio de
caronas corporativas. A idéia é atingir primeiro o público
interno das grandes empresas para depois abranger a
população como um todo.
É preciso desenvolver um senso de cidadania, no qual cada
um tenha consciência de seu papel no futuro do planeta. A
carona solidária pode, sim, ser uma realidade no Brasil.
LINCOLN PAIVA, 40, formado em comunicação social, sócio da
Believe Comunicação Viva, é idealizador do Projeto MelhorAr.
-------------------------------------------------------

No Brasil existe o Carona Brasil - Carpools e TáxiPools - Grupos restritos e privados para compartilhamento de veículos para empresas privadas, estatais, universidades e escolas.
Clique aqui e saiba mais.
Comece a pedir e dar carona
Conhecida no mundo inteiro como "carpool" ou
"rideshare", a carona solidária é uma alternativa simples
e eficaz.
O TRÂNSITO de Lisboa não é intenso e agressivo como o
de São Paulo e a capital portuguesa conta com uma excelente
infra-estrutura fluvial, ferroviária e metroviária, além de
bondes elétricos e ônibus.
Mesmo assim, os cidadãos portugueses optaram pelo
chamado "carpool" para se deslocar. Lá, o sistema de carona
solidária conta com cerca de mil pessoas.
Morei em Portugal por algum tempo e, no ano passado,
quando ainda estava lá, eu e uma amiga falávamos sobre o
seriado "Carpoolers", que estreou em maio deste ano na TV
a cabo brasileira. Conta histórias da convivência de um
grupo de caronistas ecologicamente responsáveis.
O assunto veio à tona porque, na época, o Parlamento
Europeu bombardeava a mídia local com as preocupações
sobre a redução das emissões de CO2. Portugal precisava
encontrar soluções para se adequar às novas regras, e o
"carpool" parecia ser uma ótima idéia.
No Brasil, a carona solidária ainda não penetrou no cotidiano
das pessoas, mas já há um esforço nesse sentido. A
Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo
lançou, no último dia 28/5, a campanha Carona Legal, um
incentivo para a população compartilhar os trajetos de carro.
Conhecida no mundo inteiro como "carpool" ou "rideshare",
a carona solidária é uma alternativa simples e eficaz. A idéia
surgiu em vários lugares com objetivo semelhante, mas por
motivos diferentes.
Na Europa, a carona foi estimulada pelo Parlamento para que
cada país cumprisse sua cota na redução de emissão de CO2.
A utilização de automóveis na União Européia tem um
impacto significativo nas alterações climáticas, na medida
em que representa 12% das emissões globais. Diante desse
problema, as autoridades comprometeram-se em minimizar
os impactos do trânsito no efeito estufa e estabelecer
objetivos para melhorar a eficiência energética.
O cidadão europeu leva muito a sério as questões ambientais.
Assim, a energia limpa e renovável é uma realidade em
alguns países da Europa e a carona passou a fazer parte da
vida urbana.
Nos EUA, a idéia da carona foi impulsionada pelo "global
warming", pela crise imobiliária, pelo aumento no custo da
gasolina e pela dependência do petróleo estrangeiro, além do
trânsito caótico. O "carpool" passou a ser uma solução
economicamente viável, ecologicamente correta e
socialmente responsável.
No Canadá, a alternativa surgiu por uma questão de saúde
pública. A Secretaria de Saúde do país estima que cerca de
16 mil canadenses morram prematuramente por ano e que o
número de internações de crianças por doenças pulmonares
esteja diretamente relacionado ao aumento da poluição
atmosférica. O governo canadense irá gastar
aproximadamente US$ 1 bilhão em 2008 com programas
associados à poluição.
Há também quem opte pelo esquema para economizar. Um
trabalhador que utiliza um veículo 1.6 numa cidade como
São Paulo roda em média 18 mil quilômetros por ano,
consumindo um litro de gasolina a cada dez quilômetros.
Isso resulta num custo de aproximadamente R$ 5 mil anuais,
sem contar o tempo perdido no trânsito e as despesas com
pneus, troca de óleo, revisão, entre outros. Com a carona, ele
pode economizar até R$ 3,5 mil. Uma diferença significativa
no orçamento familiar.
A Universidade Stanford (EUA) criou um sistema de
incentivo para utilização do "carpool" entre os alunos com
vagas de estacionamentos exclusivas para caronistas e
compensações em dinheiro. Empresas desenvolvem
programas de incentivos pontuando o funcionário que chega
de bicicleta, "carpool", van ou a pé. As premiações variam
de carros ecoeficientes a GPS e vagas em estacionamento.
A carona é um compromisso com a comunidade, com a
cidade, com a saúde pública e com a vida.
O sistema já existe aqui. Lançado durante a primeira Mostra
de Tecnologias Sustentáveis, organizada pelo Instituto Ethos
no fim de maio, o projeto MelhorAr reforça as ações do
governo estadual e propõe redução de veículos por meio de
caronas corporativas. A idéia é atingir primeiro o público
interno das grandes empresas para depois abranger a
população como um todo.
É preciso desenvolver um senso de cidadania, no qual cada
um tenha consciência de seu papel no futuro do planeta. A
carona solidária pode, sim, ser uma realidade no Brasil.
LINCOLN PAIVA, 40, formado em comunicação social, sócio da
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