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26 janeiro 2010

Uso do Solo: Agricultura e Pecuária e os Impactos Ambientais e Socias.



uso do solo

Por Gustavo Trevzani e Guilherme Trevizani


Conservação do solo, na agricultura ou pecuária , é o conjunto de práticas aplicadas para promover o uso sustentável do solo para o plantio.
A erosão , a compactação e o aumento da salinidade do solo são os maiores problemas relacionados ao manejo inadequado e terão relação direta com a escassez de alimentos num futuro não muito distante, resultando num profundo desequilíbrio do sistema produtivo, se praticas corretas não forem adotadas. A população do mundo gira em torno 6 bilhões de habitantes, obrigando a humanidade a disponibilizar pelo menos 1 bilhão de hectares de área agricultavel. As áreas com manejo inadequado reduzem significativamente seu potencial de produção, por isso hoje trabalha-se em virtude da renovação e aprimoramento das técnicas produtivas. Deve-se observar que os recursos são limitados, não podendo ser desperdiçados.

Para ver o slide completo:

25 janeiro 2010

Por nossos olhos (12)

FOTOGRAFIAS DO COTIDIANO.
Nosso olhar sobre São Paulo. Janeiro de 2010.
por Jéssica Telles

Estrada de Itapecerica da Serra, local destinado para plantações e programas ecológicos utilizados pelas Escolas Púlicas da região.


Nota-se que o cuidado foi tanto que as plantas cresceram e nunca mais foram tratadas.Virou um lugar baldio onde hoje as pessoas
jogam e fazem desse espaço o que querem.

OBS: casas foram construidas no local.

23 janeiro 2010

O que é Permacultura?

Texto retirado do site: Permear

Permacultura
é algo fácil de identificar com um monte de desejos pessoais profundos entre aquelas pessoas que sonham com paz, harmonia e abundância. Mas leva-se muito tempo para entender. Não se sinta desencorajado o leitor que está ansioso por conhecer a Permacultura ou aquele que julgava tê-la compreendido: os conceitos estão dados e são até bastante claros. A verdade é que as coisas mais importantes da vida exigem tempo e dedicação, tanto mais quando representam quebras de paradigmas.

Assumir para nossas vidas aquilo que é radicalmente novo não é tarefa fácil – no mais das vezes enfrentamos nossos próprios limites de compreensão e aceitação. Por isso, é preciso coragem, fé e determinação para tornar-se um permacultor. E tomar o tempo como aliado.

Nas palavras de Bill Mollison de que mais gosto, a Permacultura é “uma tentativa de se criar um Jardim do Éden”, bolando e organizando a vida de forma a que ela seja abundante para todos, sem prejuízo para o meio ambiente. Parece utópico, mas nós praticantes sabemos que é algo possível e para o qual existem princípios, métodos e estratégias bastante factíveis. Os exemplos estão aí, para quem quiser ver, nos cinco continentes e em mais de uma centena de países.



Conceitos

Os australianos Bill Mollison e David Holmgren, criadores da Permacultura, cunharam esta palavra nos anos 70 para referenciar “um sistema evolutivo integrado de espécies vegetais e animais perenes úteis ao homem”. Estavam buscando os princípios de uma Agricultura Permanente. Logo depois, o conceito evoluiu para “um sistema de planejamento para a criação de ambientes humanos sustentáveis” , como resultado de um salto na busca de uma Cultura Permanente, envolvendo aspectos éticos, socioeconômicos e ambientais.

Para tornar o conceito mais claro, pode-se acrescentar que a Permacultura oferece as ferramentas para o planejamento, a implantação e a manutenção de ecossistemas cultivados no campo e nas cidades, de modo a que eles tenham a diversidade, a estabilidade e a resistência dos ecossistemas naturais. Alimento saudável, habitação e energia devem ser providos de forma sustentável para criar culturas permanentes.

No centro da atividade do permacultor está o design, tomado como planejamento consciente para tornar possível, entre outras coisas, a utilização da terra sem desperdício ou poluição, a restauração de paisagens degradadas e o consumo mínimo de energia. Este processo, segundo André Soares, permacultor do Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado – IPEC, deve ser dinâmico, contínuo e orientado para a aplicação de padrões naturais, contendo sub-processos de organização de elementos dentro de determinados contextos.

No primeiro nível, a ação do permacultor volta-se principalmente para áreas agrícolas com o propósito de reverter situações dramáticas de degradação sócio-ambiental. “Culturas não sobrevivem muito tempo sem uma agricultura sustentável”, assegura Bill Mollison. No entanto, os sistemas permaculturais devem evoluir, com designs arrojados, para a construção de sociedades economicamente viáveis, socialmente justas, culturalmente sensíveis, dotadas de agroecossistemas que sejam produtivos e conservadores de recursos naturais.

Cooperação e solidariedade

A Permacultura exige uma mudança de atitude que consiste basicamente em fazer os seres humanos viver de forma integrada ao meio ambiente, alimentando os ciclos vitais da natureza. Como ciência ambiental, reconhece os próprios limites e por isso nasceu amparada por uma ética fundadora de ações comuns para o bem do sistema Terra.

Mollison e Holmgren buscaram princípios éticos universais surgidos no seio de sociedades indígenas e de tradições espirituais, que estão orientados na lógica básica do universo de cooperação e solidariedade. Não é possível praticar a Permacultura sem observá-los.

Primeiro, será preciso assumir a ética do cuidado com a Mãe-Terra para garantir a manutenção e a multiplicação dos sistemas vivos. Depois, o cuidado com as pessoas para a promoção da autoconfiança e da responsabilidade comunitária. E por fim, aprender a governar nossas próprias necessidades, impor limites ao consumo e repartir o excedente para facilitar o acesso de todos aos recursos necessários à sobrevivência, preservando-os para as gerações futuras.

Como parte dos sistemas vivos da Terra e tendo desenvolvido o potencial para desfazer a sustentabilidade do planeta, nós temos como missão criar agora uma sociedade de justiça, igualdade e fraternidade, a começar pelos marginalizados e excluídos, com relações mais benevolentes e sinergéticas com a natureza e de maior colaboração entre os vários povos, culturas e religiões.

Toda ética tem a ver com práticas que querem ser eficazes. “A ética da Permacultura serve bem para iluminar nossos esforços diários de trabalho com a natureza a partir de observações prolongadas e cuidadosas, com base nos saberes tradicionais e na ciência moderna, substituindo ações impensadas e imaturas por planejamento consciente”, assevera Bill Mollison. A chave é estabelecer relações harmoniosas entre as pessoas e os elementos da paisagem.

Design para a sustentabilidade

O trabalho do permacultor está baseado em princípios e métodos de design para orientar padrões naturais de crescimento e regeneração, em sistemas perenes, abundantes e auto-reguladores.

Earle Barnhart, permacultor de Massachussets (USA), escreveu que a regra cardinal do projeto da permacultura é maximizar as conexões funcionais. Isso quer dizer, combinar as qualidades de elementos da natureza e de elementos da criação humana para construir sistemas de armazenamento de energia. Não haveria nada de revolucionário nisso se as sociedades modernas agissem com base no bom senso.

Mas a história é bem outra e, por isso, a Permacultura, embora seja a “ciência do óbvio”, como gostam de dizer alguns de nós, está fazendo revoluções nas cabeças de jovens, adultos e idosos, oferecendo-lhes, em vez de sistemas fechados e fragmentários, o paradigma holístico contemporâneo, que tudo articula e re-laciona, para a construção de projetos abertos ao infinito.

As estratégias de design da Permacultura não existem apenas para o planejamento de propriedades abundantes em energia – este é apenas o primeiro nível de ação do permacultor. É possível desenhar também sistemas de transporte, educação, saúde, industrialização, comércio e finanças, distribuição de terras, comunicação e governança, entre outros, para criar sociedades prósperas, cooperativas, justas e responsáveis. O sonho é possível: a ética cria possibilidades de consensos, coordena ações, coíbe práticas nefastas, oferece os valores imprescindíveis para podermos viver bem.

A história da Permacultura no Brasil

Não faz muito tempo, em 1992, Bill Mollison ministrou um curso de Permacultura no Rio Grande do Sul e estabeleceu um marco inaugural: de lá para cá, a Permacultura desenvolveu-se no Brasil, conquistando dia após dia um número crescente de praticantes.

Hoje, a Permacultura encontra-se nas esferas governamentais e surge como projeto alternativo de criação do primeiro emprego para jovens entre 16 e 24 anos. Este ano, cerca de 1.300 jovens do Distrito Federal e municípios do entorno serão capacitados para trabalhar com os princípios da Permacultura e criar redes de empreendimentos agroindustriais. O projeto é da Agência Mandalla DHSA e tem financiamento do Ministério do Trabalho e Emprego.

A Agência Mandalla DHSA, com sede na Paraíba, é uma OSCIP que está desenvolvendo tecnologias Sociais com base na ética e nos princípios e métodos de design permacultural, alcançando para a Permacultura a maior repercussão já vista no país (leia seção da página 4). Em menos de três anos, chegou a mais de 80 municípios de nove estados brasileiros, beneficiando diretamente duas mil pessoas com a garantia da segurança alimentar e a geração de excedentes para a comercialização. Entre as famílias beneficiadas, a renda média é de R$400,00 ao mês, sendo que há exemplos de agricultores auferindo renda mensal de R$1.700,00.

Os Institutos de Permacultura

São oito no total, atuando de forma diversa. Aqueles que fundaram a RBP, Rede Brasileira de Permacultura (IPAB, em Santa Catarina, IPA, no Amazonas, IPEC, em Goiás e IPEP, no Rio Grande do Sul), funcionam como centros de pesquisa, formação e demonstração de tecnologias apropriadas, com apoio financeiro da PAL – Permacultura América Latina, instituição comandada pelo iraniano Ali Sharif, com sede em Santa Fé, Estados Unidos. A única exceção é o IPAB, que não possui centro demonstrativo e, por isso, atua de forma independente, dispensando financiamentos vindos do estrangeiro através da PAL.

A ação institucional do IPAB está voltada para pequenos agricultores e tem a parceria de sindicatos, prefeituras, ONGs e movimentos sociais. Os sistemas permaculturais fomentados pelo IPAB estão nas Unidades de Produção Familiar. O instituto atua também na multiplicação de conhecimentos em Permacultura através do Projeto de Formação de Professores.

A exemplo do IPAB, o Instituto de Permacultura da Bahia (IPB), o Instituto de Permacultura
Cerrado Pantanal e o IPEMA (Instituto de Permacultura da Mata Atlântica), possuem projetos sociais e muitos parceiros, mas não fazem parte da RBP. A título de ilustração, cito o Projeto Policultura no Semi-Árido, implantado no sertão da Bahia, atendendo hoje 700 famílias de pequenos agricultores. Com o apoio do IPB, as famílias estão desenvolvendo sistemas agroflorestais e garantindo para si segurança alimentar, trabalho e renda. O projeto ajuda os sertanejos a combater a desertificação e conviver harmoniosamente com a caatinga.

O IPOEMA (Instituto de Permacultura: Organização, Ecovilas e Meio Ambiente), no Distrito Federal, que é o mais novo entre os institutos brasileiros, vai atuar fortemente no atendimento a comunidades locais e tradicionais, além de trabalhar com pesquisa e formação de novos permacultores.

Por enquanto, há pouca ou nenhuma interação entre os institutos de Permacultura do Brasil.

Rede Permear de Permacultores

Criada no ano passado, inaugurou um novo caminho para a Permacultura em nosso país. Em concordância com as palavras de David Holmgren, que citarei em seguida, ouso dizer que a Rede Permear é a prova de maturidade do processo de desenvolvimento da Permacultura no Brasil: “Quando o campo de trabalho é novo, as relações de competição prevalecem, exatamente como nos sistemas naturais imaturos e de rápido crescimento. Mesmo na Permacultura, que está fortemente enraizada na cooperação, a competição tem acontecido, causando estranheza, mas, sobretudo, mostrando quando o processo ainda não amadureceu. Em ecossistemas maduros, assim como em sociedades tradicionais estáveis, as relações tendem a se tornar mais mutualísticas e simbióticas”.

A Rede Permear chegou lá: integra hoje catorze projetos autônomos em quatro estados brasileiros (Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) e mais o Distrito Federal. Os projetos são chamados de autônomos porque são iniciativas de pessoas, famílias e comunidades que trabalham em cooperação e com recursos próprios para multiplicar os conhecimentos em Permacultura (todos recebem formação como professores do IPAB) e para oferecer exemplos de sistemas produtivos de apoio à vida no lugar onde moram.
Nós da Rede Permear costumamos dizer que a nossa teia deve alcançar todo permacultor ou grupo de permacultores cujo trabalho tem como princípio de ação a ética da Permacultura. E queremos para esta rede tudo aquilo que um sistema permacultural deve conter: diversidade e abundância de idéias e projetos, cooperação, solidariedade, sinergia, diálogo e amor, muito amor. Por fim, que seja para todos um caminho de transformação.

Para conhecer grupos e experiências de Permacultura no Brasil clique aqui.

Compostagem doméstica: você já pensou em ter um minhocário?

Texto retirado do site Planeta Sustentável.

O que é um minhocário dom
éstico?
Por Gabriela Portilho
Revista Mundo Estranho – 08/2009


É um sistema de reciclagem do lixo orgânico caseiro, com minhocas transformando restos de alimento em adubo.

Esse processo - chamado de vermicompostagem - rola dentro de caixas plásticas cheias de terra, onde as "operárias" mandam ver nas sobras de rango, digerindo esse material e gerando um húmus superfértil no lugar. Para ter uma ideia do potencial ecológico dos minhocários, dados do Ministério da Agricultura revelam que, diariamente, o Brasil produz cerca de 144 mil toneladas de lixo orgânico, o que corresponde a 60% do lixo urbano. Essa sujeira toda acaba indo para aterros e lixões, onde, muitas vezes, acaba poluindo os lençóis freáticos, entre outras mazelas. Se esse material entrasse na dieta das minhocas domésticas, por dia teríamos nada menos que 86 mil toneladas fresquinhas de húmus.



Lixo como adubo natural
Por Giuliana Capello Revista Bons Fluidos – 05/2009

Um grupo de ambientalistas de Brasília criou o projeto Minhocasa para incentivar a população a transformar o lixo orgânico caseiro em adubo para plantas, ao invés de jogá-lo na lixeira. A iniciativa ainda comercializa kits de “minhocultura”, que auxiliam no processo

Que tal transformar o lixo orgânico da sua casa em adubo para as plantas? Essa é a proposta do projeto Minhocasa, criado por um grupo de ambientalistas de Brasília. Além de oferecer palestras e cursos em escolas e comunidades, a ONG comercializa um kit de minhocultura para compostagem de restos de comida e poda de jardim que pode ser usado até em apartamento.

É simples: os resíduos depositados nas caixas alimentam as minhocas, que levam cerca de 50 dias para transformar o material em húmus. Tudo sem deixar mau cheiro ou exigir contato direto com os bichinhos. O kit tamanho G (60 x 45 x 60 cm) custa R$ 275 e serve uma família de quatro pessoas.


Mais adubo e menos lixo

Restos de comida não precisam ir para aterros sanitários, já tão saturados. Simples de fazer, basta uma pequena composteira caseira para transformar o lixo orgânico em adubo de boa qualidade para vasos e jardins. E saiba: se você fizer direitinho, não vai cheirar mal.

Muito se fala – e não sem motivos - a respeito do que fazer com os materiais recicláveis que separamos em casa. Mas raramente encontro dicas de como lidar com o lixo orgânico.

Em média, 40% do lixo que produzimos em casa é orgânico. Esse percentual varia, em geral, de acordo com a renda familiar. Quanto maior a renda, maior a chance de comprar produtos industrializados e, portanto, de aumentar o volume de embalagens, que pesam na conta dos materiais recicláveis.

Aliás, você já reparou que os produtos estão cada vez mais embalados? Isso tem relação direta com o fato de que a validade dos produtos também vem aumentando nos últimos tempos, resultado de pesquisas científicas que alteram a fórmula dos produtos para garantir que eles resistam meses nas prateleiras e gôndolas dos supermercados.

Sem falar nas distâncias cada vez maiores percorridas pelos produtos até chegar ao consumidor final, que exigem embalagens mais fortes e resistentes às mudanças de temperatura...mas isso já é outra história.

Seja como for, toda casa produz lixo orgânico. Na minha, por exemplo, é comum encontrar cascas de frutas e ovos, pó de café, restos de arroz, um pouquinho de ração de cachorro (quando a Sofia faz charme para comer), folhas que serviram para chá e cascas de semente de girassol. (Sim, como sou vizinha de um parque municipal, tenho o privilégio de receber a visita diária de algumas maritacas - como a Zezé aí na foto -, que devoram as sementes que deixamos para elas).

Pois bem. Um dos pontos altos da Permacultura, na minha visão, é a habilidade que o pessoal tem de dar uma solução criativa aos “problemas” (no caso, o lixo). Na verdade, a Permacultura tem o dom de fazer os resíduos voltarem ao ciclo de uma casa na forma de matéria-prima, dando-lhes uma nova função.

Explico: numa ponta, temos o lixo orgânico gerado na cozinha e no jardim (folhas e flores que caem no chão). De outro, plantas que precisam de terra e adubo para crescer. Ora, por que não ligar as duas pontas?!? Não parece ilógico jogar o lixo orgânico fora e depois ir à floricultura comprar adubo para os vasos que cultivamos em casa?

Existem diversos modelos de composteira e cada um deles atende a uma necessidade diferente. Quem mora em sítio, por exemplo, pode ter uma leira, um tipo de composteira feita num cercado de madeira, em que os restos vão sendo acumulados nesse espaço, intercalados por camadas de palha ou folhas secas.

O modelo que tenho em casa pode ser adaptado também para apartamento. E já que em 2007 a população urbana, pela primeira vez na história da humanidade, passou a ser maior do que a população rural, vamos ao exemplo mais viável para a maioria de nós.


Como fazer uma composteira

1- Você pode usar um balde de plástico com tampa, desses que encontramos à venda em lojas de R$ 1,99. O tamanho depende da quantidade de resíduos gerados, mas também da disponibilidade de local que você terá para manter a composteira.

2- Faça vários furos na lateral e no fundo do balde (eu usei a furadeira mesmo), para garantir que o processo seja aeróbio e permita o trabalho dos microorganismos.

3- Você pode apoiar o balde sobre dois tijolos, de maneira que o chorume (líquido que escorre durante o processo) possa ser coletado num pratinho. O chorume tem cheiro forte, mas também tem sua função. Diluído em água, é um poderoso fertilizante para as plantas.

4- Pronto! Sua composteira já pode ser inaugurada.

Observação: O modelo acima é “para iniciantes”. Se você tiver interesse em saber mais detalhes ou tiver outras dicas sobre compostagem, envie um comentário sobre este post com o seu e-mail, para que a gente possa trocar mais informações, ok?

Como manter uma composteira

1- Separe muito bem os resíduos orgânicos dos recicláveis, para garantir a qualidade do seu adubo. Acredite: plásticos demoram meeeeeeesmo para se decompor.

2- Cubra cada camada de resíduos com materiais secos que impedem o mau cheiro. Você pode usar pó de café, serragem, terra, folhas ou cascas de ovos.

3- Mantenha a composteira sempre tampada para não atrair moscas.

4- Quando o balde estiver cheio, deixe o tempo fazer seu trabalho. É hora de aguardar o término da compostagem. Enquanto isso, você pode preparar um outro balde para servir de composteira nesse período.

5- Você saberá que seu adubo está pronto quando ele tiver aspecto de terra úmida, dessas que pisamos quando caminhamos por trilhas na mata. O cheiro deve ser agradável, de mato mesmo. E importante: a terra deve estar fria, indicando que os decompositores já encerraram o trabalho.

Durante o processo, você perceberá que a composteira fica quentinha até por fora. Por dentro, a temperatura é alta e, vale dizer, não coloque a mão lá dentro, menino(a)! É quente de verdade!

6- Fim desse ciclo, que pode durar três ou quatro meses, é só distribuir o composto nos vasos e/ou jardim e, claro, dar início a uma nova composteira...

Reciclagem inteligente
Por Suzana Camargo Planeta Sustentável – 21/10/2008

Na Suíça, restos de comida e plantas são transformados em gás natural, eletricidade, combustível e fertilizantes. A esse processo é dado o nome de Reciclagem Verde.

O que fazer com todo o lixo produzido por nós? Esse é um dos grandes dilemas enfrentados no mundo todo. Como sabemos, em muitos países – incluindo o Brasil – o lixo é desepejado em terrenos abertos - os chamados landfills ou lixões - e todos, simplesmente, esquecem o problema.

Por isso, a reciclagem é uma das grandes soluções encontradas nas últimas décadas. Mas há mais a se fazer. Pesquisas comprovam que cerca de 30% do lixo doméstico, produzido nas casas, pode ser reutilizado e a reciclagem desses resíduos pode ser realizada de uma maneira muito simples, usando, como exemplo, exatamente o que acontece na natureza, ou seja, a decomposição natural.
No caso do lixo orgânico, o processo de decomposição depende basicamente de umidade e calor. Restos de plantas e comida, deixados em lixões ao ar livre, se decompõem espontaneamente, após algum tempo.

Partindo desse princípio, há 20 anos, uma empresa suíça – a Kompogas - iniciou estudos com lixo orgânico, principalmente aquele proveniente de jardins e cozinhas. Hoje, ela é uma das quatro maiores empresas do mundo nesse setor e transforma o green waste (lixo dos jardins) e o biowaste (restos de verduras, frutas e alimentos) em novos produtos. Para isso, utiliza um reator de fermentação, que trabalha através de um processo anaeróbico (com ausência de oxigênio). “É um processo biológico, que ocorre também na natureza, só que, aqui, o processo acontece de forma controlada e intensiva”, afirma Peter Knecht, responsável pelas licenças internacionais da empresa.

Na Suíça, existem dez fábricas Kompogas em funcionamento, cinco somente na região de Zurique, a maior cidade do país. Elas recebem o lixo orgânico vindo de comunidades municipais, hotéis, supermercados e redes de lanchonetes. Afinal, todos esses clientes são responsáveis pelo destino do lixo produzido por eles. Para essas companhias e prefeituras fica mais barato reciclar o lixo orgânico do que simplesmente “jogá-lo no lixo”. Lá, os departamentos municipais de coleta só recolhem o lixo - seja domiciliar ou industrial - que estiver dentro dos sacos oficiais das cidades. Mas, para estimular a reciclagem, esses sacos são bastante caros. Para se desfazer de cerca de uma tonelada de lixo na maneira tradicional, na região de Zurique, por exemplo, uma empresa gastaria cerca de R$ 960. Mas, para ter esse mesmo lixo entregue e reciclado numa fábrica Kompogas, o custo é de R$ 240. “Não faz o menor sentido queimar o lixo orgânico. Cada tipo de lixo tem uma maneira apropriada para ser tratado”, diz Knecht.

Outra grande vantagem da reciclagem verde está na diminuição da emissão de gás CO2 na atmosfera, já que o método de incineração não consegue controlar a emissão desses gases. Para cada tonelada de lixo orgânico reciclado nas plantas da Kompogas, uma tonelada de CO2 deixa de ser emitida no meio ambiente. E o melhor: a fermentação é mais barata do que a incineração.

Mas como funciona uma fábrica desse tipo? O processo é bastante fácil de entender. Primeiro, os clientes entregam o lixo orgânico a ser reciclado. Os caminhões que o transportam chegam na planta e são pesados numa balança. Paga-se pelo peso – kg/tonelada – que será processado. Em seguida, os resíduos são despejados e passam por uma triagem visual e um detector de metais (imã). Caso haja pedras ou utensílios deixados por engano no meio desse lixo (tesouras de poda, pás, etc), eles são removidos para não danificar o reator. Na sequência, essa massa de lixo orgânico é triturada numa câmara intermediária até atingir a consistência ideal. O próximo passo passar o lixo pelo reator de fermentação. Ali, ele permanece durante duas semanas, a uma temperatura de 55º C. “A única diferença em relação ao que acontece na natureza é que adicionamos mais bactérias para acelerar a processo”, revela o executivo da Kompogas.

Da fermentação desses resíduos surgem três novos produtos:
- um sólido (o composto)
- um líquido (o fertilizante)
- e, por último, um gasoso (uma nova forma de energia limpa). Esta energia - ou gás - pode ser convertida em combustível para veículos, em gás natural para a rede local (se estiver disponível) ou então, no chamado CHP (combined heat and power), uma combinação de energia elétrica e aquecimento.

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